‘Arma estava encaixada’: socorrista estranha cena e família pede investigação por feminicídio em morte de PM

Família contesta versão inicial de suicídio e pede apuração por feminicídio; relatos citam arma ‘bem encaixada’ na mão e ausência de cartucho no local.

Mar 9, 2026 - 16:41
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‘Arma estava encaixada’: socorrista estranha cena e família pede investigação por feminicídio em morte de PM
Foto: Reprodução / Redes sociais.

A família da policial militar Gisele Alves Santana, de 32 anos, pede que a morte dela seja investigada como feminicídio em São Paulo.

O caso ocorreu no apartamento onde ela morava com o marido, no bairro do Brás, e inicialmente foi tratado como suicídio.

Depois, a classificação foi alterada para “morte suspeita”, com apuração de detalhes do cenário do disparo.

Segundo informações divulgadas, áudios e vídeos analisados indicam que o marido acionou socorro e relatou que a esposa teria se matado.

A família questiona a versão e aponta inconsistências no que foi registrado nos atendimentos e depoimentos.

Um dos pontos citados é o relato de um socorrista sobre a posição da arma no momento do atendimento.

De acordo com ele, a arma estava “bem encaixada” na mão, de um jeito que ele não costumava ver em casos de suicídio.

Outro detalhe mencionado foi que o sangue já estaria coagulado e o cartucho não foi localizado no local, conforme o relato.

A reportagem também cita que o local não teria sido preservado, o que pode ter prejudicado uma perícia mais completa.

Há referência a itens e produtos de limpeza espalhados, além de móveis fora do lugar após a saída dos socorristas.

A apuração considera ainda uma ligação feita pelo marido para um desembargador, que teria comparecido ao local.

O advogado da família defende que o desembargador precisará explicar o motivo de ter ido ao apartamento.

Em áudios captados, o marido cita crise no casamento e dificuldades financeiras, segundo o material divulgado.

A família insiste que o caso precisa ser tratado com rigor e pede reclassificação formal para feminicídio.

A investigação segue em andamento e deve depender de laudos, análises técnicas e depoimentos complementares.

Novas conclusões só devem ser apresentadas após a consolidação do inquérito e das perícias necessárias.

Fonte: iG.

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