Biólogo Documenta Cenas Cotidianas no Pantanal
Luiz Mendes, um biólogo e produtor audiovisual, tem chamado atenção ao registrar a rotina dos pantaneiros e a vida selvagem no Pantanal de Mato Grosso do Sul.
Luiz Mendes, um biólogo e produtor audiovisual, tem chamado atenção ao registrar a rotina dos pantaneiros e a vida selvagem no Pantanal de Mato Grosso do Sul. No ritmo ditado pela natureza, ele construiu, ao longo de dez anos, uma trajetória marcada pela observação paciente e pelo encantamento.
O resultado são vídeos que captam cenas de um território que ainda é pouco compreendido em toda a sua complexidade e que têm viralizado nas redes sociais. Nascido em Campo Grande e criado em Aquidauana, ele usa a formação em biologia para produzir vídeos que valorizam fauna, cultura e educação ambiental, combatem desinformação e mostram a convivência entre pecuária, turismo e conservação.
O Pantanal, explica, tem características que favorecem o turismo de observação de vida silvestre. A vegetação mais aberta, com campos e capins nativos, facilita o avistamento de animais, diferente de biomas mais fechados. No trabalho de campo, ao registrar uma onça-pintada, por exemplo, ele diz que a regra é não interferir.
Luiz explica que não existe uma distância fixa para registrar um animal. Tudo depende do comportamento. Um indivíduo pode se mostrar tranquilo mesmo distante, enquanto outro se incomoda com a presença humana a metros de distância. “Se há qualquer alteração de comportamento, é hora de se afastar”, diz.
A formação em biologia, nesse contexto, é fundamental, tanto para garantir a segurança quanto para assegurar o bem-estar dos animais. “Às vezes está se alimentando, às vezes está com filhote. Então, em toda filmagem de vida selvagem, a gente precisa estar sempre atento ao comportamento do animal”, afirma.
É também essa base científica que sustenta sua atuação no audiovisual como ferramenta de educação ambiental. Para ele, as pessoas só protegem aquilo que conhecem. Ao registrar fauna e cultura, Luiz quer ampliar o alcance dessas histórias e ajudar a desconstruir estigmas, como a imagem da onça apenas como ameaça.
Ao mesmo tempo, reconhece o desafio das informações falsas que circulam na internet, e a necessidade de combatê-las com conhecimento. “Eu vejo que o audiovisual é muito importante para a conservação. Muito importante para evidenciar o Pantanal e para mostrar a semente rica que a gente tem fomentando também o turismo de observação de vida silvestre”.
Fonte: Campograndenews
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