Bancário denuncia: 'Estamos todos pagando a conta' no caso BRB/Master
Operação da Polícia Federal expõe esquema de fraudes financeiras envolvendo os bancos de Brasília e Master, afetando a confiança e o cotidiano dos funcionários do BRB
A Operação Compliance Zero, deflagrada pela Polícia Federal em novembro de 2025, expôs um esquema de fraudes financeiras envolvendo os bancos de Brasília (BRB) e Master. A consequência é a perda de confiança na instituição pública do Distrito Federal, afetando o cotidiano dos quase 5 mil empregados do BRB.
Segundo o diretor do Sindicato dos Bancários do Distrito Federal, Daniel Oliveira, o sindicato tem recebido relatos de um ambiente mais estressante do que o habitual, principalmente para os funcionários convocados a contar a policiais federais e auditores o que sabem sobre as negociações com a instituição do banqueiro Daniel Vorcaro.
A tensão que os funcionários concursados, terceirizados e estagiários relatam é resultado de uma crise institucional sem precedentes na história do banco, criado em 1964. O ex-presidente do BRB, Paulo Henrique Costa, foi preso pela Polícia Federal na manhã desta quinta-feira (16), após ser afastado do cargo por decisão judicial, suspeito de envolvimento com supostas irregularidades e fraudes financeiras.
Oliveira assegura que, a partir da operação da PF, muitos clientes passaram a ir às agências em busca de informações sobre a solidez do banco e os eventuais riscos para seus investimentos. Alguns chegam pensando em resgatar seu dinheiro, e são os funcionários que estão fazendo o trabalho de convencer estas pessoas a confiarem na instituição e manterem suas aplicações.
A ansiedade também afeta em torno de 3 mil aposentados do BRB cujos planos de saúde e de previdência complementar dependem da saúde financeira do banco. A Previdência BRB tenta tranquilizar a eles e aos demais clientes garantindo dispor de um patrimônio de mais de R$ 4,39 bilhões que não se mistura com os recursos de patrocinadores e instituidores.
O BRB também se vale do montante de recursos sob seus cuidados, mais de R$ 80 bilhões em ativos de mais de 10 milhões de clientes, para sugerir que tem condições de, com aportes de curto prazo, absorver eventuais prejuízos. No entanto, a falta de informações motivou a agência de classificação Moody's a rebaixar a nota do BRB, e o banco precisará de uma 'injeção relevante de capital' para honrar seus compromissos.
Fonte: Douradosnews
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