Casos de Chikungunya em Dourados: Saúde Mantém Alerta Apesar de Redução

A epidemia de Chikungunya nas aldeias Bororó e Jaguapiru em Dourados mostra sinais de desaceleração, mas as autoridades mantêm o alerta devido ao número de internações e casos suspeitos.

Mai 6, 2026 - 08:45
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Casos de Chikungunya em Dourados: Saúde Mantém Alerta Apesar de Redução
Ações de limpeza dentro do mutirão de combate à Chikungunya já recolheu 250 toneladas de resíduos sólidos das aldeias Bororó e Jaguapiru - Foto: Divulgação/ Assecom

Os números mais recentes do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE) apontam uma desaceleração da epidemia de Chikungunya nas aldeias Bororó e Jaguapiru, em Dourados. Apesar da redução nos atendimentos de pacientes em fase aguda da doença, as equipes de saúde, combate às endemias e limpeza urbana continuam mobilizadas dentro da Reserva Indígena para evitar novos avanços do vírus.

As ações fazem parte do Plano de Ação de Incidente para o Enfrentamento da Chikungunya, elaborado pela Prefeitura de Dourados para coordenar medidas emergenciais tanto na Reserva Indígena quanto na área urbana do município. O documento reúne estratégias como reforço da rede de saúde, mutirões de limpeza, ampliação das equipes e vacinação contra a doença.

Segundo o secretário municipal de Saúde e coordenador-geral do COE, Márcio Figueiredo, o recuo nos casos é reflexo direto das medidas adotadas durante a situação de emergência e calamidade pública decretada pelo município. Os relatórios divulgados mostram redução significativa nos casos da fase aguda da doença, considerada o período entre 1 e 14 dias após os primeiros sintomas.

Na Aldeia Bororó, a Equipe 2 realizou 54 consultas clínicas e identificou apenas quatro pacientes na fase aguda, além de seis em fase subaguda. Já a Equipe 1 da mesma aldeia não precisou fazer remoções hospitalares nem buscas ativas por novos pacientes. Na Aldeia Jaguapiru, a Equipe 1 realizou 82 atendimentos e encontrou três pacientes na fase aguda, oito em fase subaguda e um em fase crônica.

Mesmo com os sinais de redução, os números gerais ainda preocupam. O boletim epidemiológico do COE aponta 3.141 notificações de casos suspeitos de Chikungunya na Reserva Indígena. Deste total, 2.418 são considerados casos prováveis, 2.071 já foram confirmados, 723 descartados e outros 347 seguem em investigação.

Além da assistência médica, a força-tarefa de limpeza segue intensificada dentro da Reserva Indígena. Até esta terça-feira, o mutirão já havia recolhido 250 toneladas de resíduos sólidos, eliminando materiais que poderiam servir de criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor também da dengue e zika.

Fonte: Douradosagora

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