Debate sugere reforço de critérios contra desinformação nas eleições
Debatedores de uma audiência pública promovida pelo Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional defenderam critérios para evitar a disseminação de informações falsas na internet
Um debate realizado pelo Conselho de Comunicação Social do Congresso Nacional, nesta segunda-feira (1º), abordou a necessidade de reforço de critérios contra a desinformação nas eleições. O evento contou com a participação de especialistas em direito digital, comunicação e inteligência artificial, que discutiram os desafios impostos pelo uso crescente de ferramentas de inteligência artificial na internet.
A vice-presidente do Conselho de Comunicação Social, Angela Cignachi, manifestou preocupação com os desafios a serem enfrentados nas eleições de 2026, especialmente após o lançamento de ferramentas de inteligência artificial como o ChatGPT em 2022. Ela frisou que a comunicação mudou significativamente nos últimos anos e que as eleições de 2026 trarão desafios inéditos para a comunicação social, a ciência política e o direito eleitoral.
O advogado Diogo Rais, especialista em direito digital, defendeu a atualização da legislação eleitoral para evitar a disseminação de informações falsas na internet. Ele destacou que o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) tem inovado nesse campo, mas que o Congresso Nacional precisa trabalhar por normas legislativas mais atuais.
A diretora de projetos do Aláfia Lab, Maria Paula Almada, chamou a atenção para o aumento do uso de avatares artificiais que simulam eleitores e comentaristas políticos, o que pode piorar os índices de desinformação. Ela defendeu o fortalecimento das estruturas de educação midiática e o estímulo ao jornalismo profissional como formas de garantir informações seguras no ambiente virtual.
A pesquisadora do Laboratório de Estudos de Internet e Redes Sociais da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), Débora Salles, apontou limites na fiscalização da publicidade em ambiente virtual no país. Ela frisou a ocorrência de veiculação de conteúdos na internet sem a devida transparência, bem como fraudes encontradas em anúncios difundidos por meio de ferramentas de inteligência artificial.
O presidente do Clube Associativo dos Profissionais de Marketing Político, Bruno Hoffman, salientou que as eleições são vistas muitas vezes como ferramenta comercial, sem compromisso com a verdade ou com a natureza da atividade. Ele defendeu que a sociedade deve ter em mente que a comunicação demanda tempo e empenho para gerar voto consciente.
Fonte: Douradosnews
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