Detran-MS demite servidora investigada por esquema de fraudes em transferências de veículos

O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) demitiu a servidora Elena Rodrigues, acusada de inserir dados falsos no sistema e receber vantagens indevidas em transferências de veículos.

Mai 15, 2026 - 17:13
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Detran-MS demite servidora investigada por esquema de fraudes em transferências de veículos
Operação "Gravame", em junho de 2023, apurava os crimes de corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e inserção de dados falsos em sistemas de informação do Detran-MS - Divulgação: Polícia Civil

O Departamento Estadual de Trânsito de Mato Grosso do Sul (Detran-MS) oficializou a demissão da servidora Elena Rodrigues, que atuava como assistente de vistoria e identificação veicular na Agência de Trânsito de Bela Vista. A exoneração foi publicada nesta sexta-feira (15) no Diário Oficial do Estado.

A decisão foi assinada pelo diretor-presidente do Detran-MS, Rudel Espíndola, com base no relatório final do processo administrativo disciplinar e também após deliberação do Conselho de Administração da autarquia.

Segundo a publicação oficial, Elena utilizou o cargo público para obtenção de vantagens pessoais e teria infringido normas que proíbem servidores de receber propinas, comissões ou qualquer benefício relacionado às funções exercidas.

A ex-servidora também responde a uma ação penal proposta pelo Ministério Público de Mato Grosso do Sul. Além dela, Alexandro Guerreiro, Arlete Aparecida e José Carlos foram denunciados por suposta inserção de dados falsos no sistema do Detran-MS.

Conforme as investigações, Elena teria alterado ao menos 184 processos de transferência de veículos.

Em 2023, ela foi alvo da Operação Gravame, conduzida pela Polícia Civil para investigar crimes de corrupção ativa e passiva, falsidade ideológica e fraudes em sistemas de informação ligados ao Detran.

As apurações apontam que veículos vindos de outros estados eram transferidos irregularmente em Bela Vista sem sequer passarem por vistoria presencial. A suspeita é de que os cadastros fossem alterados diretamente no sistema com participação da servidora.

Outro esquema investigado envolvia a inclusão fraudulenta de quarto eixo em carretas, procedimento que normalmente exige laudos técnicos, participação de engenheiro e aprovação do Inmetro.

Ainda de acordo com a investigação, a servidora movimentou mais de R$ 200 mil em apenas oito meses, enquanto sua remuneração oficial no período teria sido pouco superior a R$ 30 mil.

Fonte: Douradosagora

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