Disputa Política em Ivinhema: Ferro e Renato Trocam Acusações
A situação precária da Escola Agrícola em Ivinhema desencadeou uma disputa política entre o prefeito Juliano Ferro e o deputado estadual Renato Câmara, com críticas e troca de acusações
A situação precária da Escola Municipal Rural Benedita Figueiró de Oliveira, conhecida como Escola Agrícola, em Ivinhema, provocou um novo embate político entre o deputado estadual Renato Câmara e o prefeito Juliano Ferro. A polêmica ganhou força após Renato publicar um vídeo nas redes sociais, questionando a condução da escola e sugerindo possível falta de investimentos.
A resposta veio rapidamente, com Juliano Ferro gravando um vídeo rebatendo o deputado e adotando um tom duro. O prefeito criticou Renato por não destinar recursos ao município e declarou acreditar que o parlamentar não conseguirá se reeleger nas próximas eleições de outubro.
A escola, criada para oferecer ensino fundamental, médio e formação técnica em agropecuária, já foi referência na formação de profissionais para o setor rural. No entanto, ao longo dos anos, a falta de manutenção comprometeu o funcionamento do espaço. Atualmente, alunos da rede estadual estão sendo atendidos em um barracão improvisado, considerado inadequado.
Diante do cenário, o Ministério Público de Mato Grosso do Sul entrou na disputa institucional e ajuizou Ação Civil Pública contra o Estado e o Município. A investigação apontou problemas estruturais graves, como falta de climatização adequada, ausência de biblioteca e refeitório, além de irregularidades sanitárias e de segurança.
O MP pede medidas urgentes, como a transferência dos alunos para um espaço adequado ou a reforma completa da estrutura em até três meses, sob pena de multa diária. A ação também destaca que limitações orçamentárias não podem justificar a manutenção de um ambiente escolar inseguro.
Enquanto isso, a gestão municipal afirma que herdou escolas em situação crítica e que já promoveu melhorias em diversas unidades. Segundo Juliano Ferro, a reforma da Escola Agrícola depende de recursos estaduais e está orçada em mais de R$ 3 milhões, com previsão de apoio do governo para execução futura.
O caso agora aguarda decisão da Justiça, enquanto a disputa política segue acirrada e a comunidade escolar cobra soluções concretas.
Fonte: Douradosagora
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