Doença Renal Crônica: 237 Pessoas Esperam por Transplante de Rim em Mato Grosso do Sul
A doença renal crônica é uma condição silenciosa que pode levar à insuficiência renal e necessidade de transplante. Em Mato Grosso do Sul, 237 pessoas aguardam por um transplante de rim.
Em Mato Grosso do Sul, 237 pessoas aguardam por um transplante de rim devido à doença renal crônica em estágio avançado. A doença renal crônica é uma condição silenciosa que pode levar à insuficiência renal e necessidade de transplante.
Os sintomas mais comuns da doença renal crônica incluem cansaço crônico, inchaço, palidez devido à anemia, além de sintomas urêmicos que podem levar a enjoo, insônia à noite e sonolência ao longo do dia.
A médica nefrologista Alana Campione destaca a importância do diagnóstico precoce para evitar a progressão da doença. "Quando o paciente chega já com sintomas, a doença já vai estar em estágio avançado. Nesse estágio, eu já não tenho muito o que fazer", afirma.
Para descobrir precocemente a doença renal crônica, são necessários dois exames básicos: o de creatinina, feito no sangue, e uma análise de urina. Esses exames são simples, disponíveis no SUS e baratos.
A médica participou de uma ação alusiva ao Dia Mundial do Rim, que teve como objetivo avaliar as pessoas com fatores de risco para doença renal. As equipes avaliaram as pessoas com fatores de risco, como presença de caso na família, pressão alta e diabetes.
Na praça Antônio João, foram realizados exames para medir pressão arterial, glicemia, tipagem sanguínea, além de coleta de exame de creatinina. Para aquelas em que foi indicado algum risco mais importante, foram solicitados exames para serem feitos posteriormente com a intenção de diagnóstico precoce.
Uma das participantes da ação, Miriam Ângela Nascimento, 60 anos, é salgadeira e há quatro anos descobriu uma doença que é fator de risco. "Eu passei mal, fiquei internada nove dias na UTI, foi quando descobri que estava com diabetes. Há quatro anos faço tratamento, tomo insulina", disse.
No caso de Cintia Raiane Veiga de Moraes, de 30 anos, a preocupação é com o histórico familiar. "Eu vim pela prevenção. Minha avó tem histórico de obesidade, pressão alta e agora ela faz hemodiálise, tem sete anos que ela está fazendo tratamento", pontua.
A hemodiálise utiliza uma máquina externa para filtrar o sangue, fazendo com que o paciente esteja presencialmente para o tratamento com periodicidade. Essa corresponde a 90% dos tratamentos no país.
No Estado, a fila é composta por 93 pessoas entre 50 e 64 de idade; seguida por 75 entre 35 e 49 anos; 37 entre 18 e 34 anos; e 32 com mais de 65 anos. Somente este ano foram realizados 16 transplantes em Mato Grosso do Sul.
Fonte: Douradosnews
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