Dourados registra nova morte por suspeita de Chikungunya
A cidade de Dourados, localizada no estado de Mato Grosso do Sul, registrou uma nova morte por suspeita de Chikungunya, doença que tem sido objeto de uma epidemia na região.
A morte de um idoso de 63 anos, morador no Parque das Nações II, bairro localizado na região Leste de Dourados, é investigada pelas autoridades por suspeita de Chikungunya. A informação consta no boletim epidemiológico publicado na manhã desta segunda-feira (13/4) pela gestão municipal.
No documento, consta que a vítima apresentou os primeiros sintomas no dia 7 de abril e teve o óbito confirmado hoje, após internação no Hospital da Unimed. O homem possuía comorbidades relatadas.
Até o momento, Dourados contabiliza seis mortes em decorrência da Chikungunya e investiga três.
O município está em situação de emergência decretada pelo prefeito Marçal Filho e reconhecido pelo Governo Federal.
De acordo com o COE (Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública), a situação epidemiológica nas aldeias indígenas de Dourados segue grave com 2.012 casos prováveis registrados, 1.461 confirmados, 479 descartados, além de 545 casos em investigação, totalizando 2.485 notificações e 399 atendimentos hospitalares.
Já em todo o município, são 3.572 casos prováveis, 1.634 casos confirmados, 714 descartados e 2.652 em investigação.
O documento aponta ainda que Dourados possui 43 pacientes internados. Seis deles estão no Hospital Porta da Esperança (Missão Caiuá), 16 no HU-UFGD (Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados), cinco no Hospital Cassems, nove no Regional, dois no Hospital Unimed, dois Hospital da Vida e três no Hospital Evangélico Mackenzie.
“As equipes estão trabalhando intensamente no enfrentamento à epidemia na Reserva Indígena e também para conter o avanço da doença nos bairros de Dourados”, disse o secretário Municipal de Saúde, Márcio Figueiredo.
O secretário também aponta dificuldades no que diz respeito à instalação de estações disseminadoras de larvicida, as ‘armadilhas’ para enfrentar o mosquito Aedes aegypti, transmissor da Chikungunya e da dengue.
“Não estamos conseguindo instalar as Estações Disseminadoras de Larvicidas (EDLs), espécie de armadilhas que funcionam com recipientes com água e uma tela impregnada com larvicida que chega a reduzir em até 66% os focos do mosquito Aedes Aegypti. Moradores estão impedindo a instalação das Estações por acreditarem que as armadilhas vão atrair o Aedes aegypti para dentro da casa ou do quintal deles, quando na verdade o mosquito já está lá e nossa intenção é conter os focos”, explica Márcio, que também é coordenador do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública.
Foto: Clara Medeiros/Arquivo/Dourados News
Fonte: Douradosnews
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