Epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena de Dourados: Casos Sobem e Preocupam Autoridades

Enquanto os casos de dengue caem, a Febre Chikungunya apresenta uma escalada em Dourados, com 209 casos confirmados e três mortes este ano. A situação é grave, especialmente na Reserva Indígena.

Mar 16, 2026 - 15:32
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Epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena de Dourados: Casos Sobem e Preocupam Autoridades
Epidemia de Chikungunya na Reserva Indígena de Dourados: Casos Sobem e Preocupam Autoridades

Enquanto os casos de dengue estão despencando em Dourados, os de Febre Chikungunya vêm apresentando uma escalada. A situação atual é grave, especialmente na Reserva Indígena, que recebe mutirões há uma semana na tentativa de conter focos de proliferação do Aedes aegypti, mosquito transmissor das duas doenças.

Conforme dados de Boletins Epidemiológicos da SES (Secretaria de Estado de Saúde), este ano foram 209 casos confirmados de Chikungunya e três mortes, enquanto no mesmo período do ano passado foram três casos positivos e ninguém morreu vítima da doença.

Os números deste ano já são maiores do que os registrados em todo o ano passado, quando houve 152 casos positivos e a morte de um idoso, de 76 anos, que tinha diabetes como comorbidade.

A quantidade de casos em todo 2025 já tinha sido seis vezes maior do que o contabilizado em 2024, quando houve 25 confirmados, e 2023, quando 20 pessoas tiveram Chikungunya no município. Nesses anos, ninguém morreu da doença.

O cenário está na contramão da Dengue, que teve nove casos confirmados em Dourados em 2026 até agora, sendo que no ano passado foi quase o triplo nesse período, com 25 positivos. Os registros seguem uma tendência de queda que já vinha se apresentando em anos anteriores.

Em todo 2025, foram 174 casos confirmados, sendo duas mortes: a de um homem, de 45 anos, sem comorbidade relatada, e de um idoso, de 64 anos, com histórico de hipertensão.

Os dados são diferentes de 2024, quando foram 491 confirmações e quatro mortes, a maioria de crianças que tinham cinco, nove e sete anos de idade, sendo outro caso de um homem de 33 anos.

A queda é ainda mais significativa quando considerado 2023. Neste, foram 916 casos confirmados e cinco mortes registradas.

Outra distinção é que, para a Dengue, já existe vacina. O imunizante é eficaz contra os quatro sorotipos do vírus (DENV-1, 2, 3 e 4), mas não protege contra outras doenças transmitidas pelo Aedes aegypti, como é o caso da Febre Chikungunya.

Dourados foi a primeira cidade brasileira a receber o imunizante Qdenga do laboratório Takeda, para um projeto piloto de imunização em massa que começou no dia três de janeiro de 2024.

Após o período de parceria para pesquisa com a fabricante japonesa, a cidade passou a adotar a estratégia que perdura atualmente, com público alvo definido pelo Ministério da Saúde, que é de crianças e adolescentes de 10 a 14 anos.

As vacinas estão disponíveis nas unidades básicas de saúde, no entanto, a procura está abaixo da meta. Até o momento, 8,7 mil receberam a primeira dose, chegando a 50% do público alvo, enquanto 5,3 mil tomaram a segunda, alcançando 30% do total estimado.

A cidade ainda recebeu do Ministério da Saúde 300 unidades do imunizante Butantan-DV, primeiro 100% nacional e de dose única, desenvolvido pelo Instituto Butantan em São Paulo.

A aplicação foi feita exclusivamente em profissionais de saúde que atuam na linha de frente nas unidades básicas. Os Estados brasileiros começaram a receber as doses no mês passado, voltadas a esse público alvo.

O imunizante brasileiro começou a ser aplicado em janeiro, a partir de dois municípios-piloto, Maranguape (CE) e Nova Lima (MG), alvos de vacinação em massa. Segundo divulgado pelo Ministério, o objetivo é avaliar o impacto da vacina na dinâmica de transmissão da doença e reunir evidências para a ampliação da estratégia para todo o país.

Fonte: Douradosnews

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