Ex-PM condenado: grupo continua a enviar drogas e celulares para presídio em MS
Operação Pombo Sem Asas desmantela esquema de tráfico em presídio de Segurança Máxima em Campo Grande. Ex-PM Aguinaldo Medina foi condenado e agora enfrenta nova ação por improbidade administrativa.
Nem a prisão e condenação do ex-sargento da Polícia Militar Aguinaldo Medina intimidou facção criminosa que mandava drogas e celulares para os internos do Presídio de Segurança Máxima de Campo Grande.
A Operação Pombo Sem Asas, deflagrada pelo Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado) na terça-feira (11), surgiu a partir da investigação que levou à prisão do ex-PM. Ele recebia propina para fazer ‘vista grossa’ enquanto os criminosos enviavam entorpecentes e aparelhos celulares por cima dos muros.
A investigação começou depois do compartilhamento de provas obtidas em apuração anterior que levou à exclusão de Medina da corporação. Na época, a investigação descobriu que ele recebeu R$ 22 mil via Pix para participar do esquema.
Porém, a nova apuração apontou que os investigados chegaram a pagar, somente a Medina, aproximadamente R$ 120 mil em transferências bancárias. Não há informações se também houve pagamento com dinheiro em espécie.
Condenado na esfera militar pelo enriquecimento ilícito, Medina agora enfrenta uma nova ação na Justiça comum por improbidade administrativa.
Mesmo com uma peça a menos, o esquema ainda continuou, assim como a investigação. A apuração que resultou na operação concentrou-se, inicialmente, na conduta dos pessoas responsáveis por corromper o policial militar.
Os investigados foram identificados como integrantes de facção criminosa e, na sequência, também foram alcançados núcleos que operavam o tráfico fora dos presídios. Dentre elas está uma servidora da Semadesc (Secretaria do Meio Ambiente, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação).
Conversas interceptadas demonstraram que a prática era frequente no período em que o ex-policial militar atuava na vigilância, com maior dificuldade apenas aos sábados e domingos.
Foram cumpridos 35 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão domiciliar, na cidade de Campo Grande e nos estados de São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Norte.
Segundo o MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul), em Itanhaém (SP) ocorreu a prisão e busca e apreensão de uma investigada; em Martinópolis (SP) foi cumprido um mandado de prisão contra faccionado que já estava preso por outro fato; no Presídio Federal de Mossoró (RN) uma faccionada foi presa; e em Colniza (MT) houve a prisão de uma investigada.
Entretanto, até o momento, 6 investigados permanecem foragidos. Foi registrado apenas um flagrante com pequena quantidade de cocaína — a da servidora da Semadesc —, além de balanças de precisão e vários acessórios de telefone celular que, ao que tudo indica, seriam destinados a presídios.
Também foram apreendidos 20 aparelhos celulares em poder dos investigados. Até o momento, não há estimativa do total de valores movimentados.
Fonte: Midiamax
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