Ex-prefeito de Campo Grande pede liberdade provisória após ser preso por homicídio

A defesa do ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, protocolou pedido de liberdade provisória após sua prisão por homicídio. Bernal alega ter agido em 'reflexo de defesa natural' ao matar um fiscal tributário estadual.

Abr 17, 2026 - 20:08
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Ex-prefeito de Campo Grande pede liberdade provisória após ser preso por homicídio
Crime foi em imóvel na Rua Antônio Maria Coelho. (Foto: Renan Kubota/Arquivo)

Preso há 24 dias por homicídio, o ex-prefeito de Campo Grande, Alcides Bernal, de 60 anos, tenta sair da cadeia. No pedido de liberdade provisória, protocolado na tarde de ontem (dia 16), a defesa pede revogação da prisão preventiva ou prisão domiciliar.

O político está no Presídio Militar de Campo Grande, numa sala destinada a advogados. Um dos argumentos é que ele disparou num “reflexo de defesa natural”.

A defesa do ex-prefeito de Campo Grande Alcides Bernal, preso há 24 dias por homicídio, protocolou pedido de liberdade provisória solicitando revogação da prisão preventiva ou prisão domiciliar. Os advogados argumentam que Bernal agiu em reflexo de defesa ao matar o fiscal Roberto Carlos Mazzini, em 24 de março, num imóvel que havia sido leiloado pelo banco.

O Ministério Público se manifestou contra o pedido. No pedido, os advogados relatam que após matar o fiscal tributário estadual Roberto Carlos Mazzini, de 61 anos, em 24 de março, Bernal se apresentou espontaneamente à Primeira Delegacia de Polícia Civil de Campo Grande.

O crime foi num imóvel de Bernal, na Rua Antônio Maria Coelho, mas que foi vendido pelo banco ao servidor. Na tarde daquela terça-feira, Roberto Carlos levou um chaveiro para entrar no casarão. Bernal foi acionado pelo serviço de monitoramento. Vídeo mostra que o ex-prefeito chegou armado e fez os disparos.

Segundo o processo, ao saber da invasão, Bernal, imbuído do espírito de autotulela, agiu para se defender e em defesa da posse da casa. O documento destaca a inviolabilidade do domicílio.

A defesa também cita as condições pessoais do réu, que tem residência fixa, é advogado e radialista há mais de 40 anos, além de ter sido prefeito. A defesa pede que o pedido de liberdade tramite em sigilo.

O MPMS (Ministério Público de Mato Grosso do Sul) se manifestou contrário ao pedido de liberdade. “Verifica-se que o relaxamento da prisão em flagrante, a revogação da prisão preventiva ou a sua substituição por prisão domiciliar não se afiguram medidas adequadas ao presente caso”.

Fonte: Campograndenews

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