Igreja Evangélica Afastou Pastor Acusado de Estupro
Douglas Mandu foi afastado das atividades na Igreja Evangélica Assembleia de Deus Missões Campo Grande após denúncia de estupro. A igreja prometeu apurar o caso e manifestou solidariedade à vítima.
A Igreja Evangélica Assembleia de Deus Missões Campo Grande prometeu apurar a denúncia de estupro envolvendo o pastor Douglas Mandu. Além de afastá-lo das atividades, a igreja também manifestou solidariedade à vítima, uma adolescente à época do crime.
A nota foi postada nas redes sociais e é assinada como 'diretoria'. O texto diz que a igreja soube do caso pelas redes sociais na manhã desta segunda-feira e diz que, imediatamente, seguiu os trâmites estabelecidos pelo estatuto da entidade.
A igreja reforçou que não havia registro de reclamações à diretoria sobre os fatos envolvendo o religioso. A ADMCG reafirma seu posicionamento de repúdio a qualquer forma de violência ou abuso especialmente contra menores e pessoas vulneráveis.
Foi observado que foi adotado no ministério um protocolo de segurança e prevenção e proteção para crianças e adolescentes em todas as igrejas. No trecho final, a igreja manifestou solidariedade, apoio e proteção à vítima e os familiares dela.
A vítima, hoje com 21 anos, contou que o crime aconteceu durante suas férias escolares em 2019. No boletim de ocorrência, ela explicou que estava na casa do irmão quando o suspeito chegou. Ao bater no imóvel, ele foi logo entrando e empurrando a menor para um dos cômodos, onde consumou o estupro de maneira violenta.
Ainda em seu relato, ela explica que, após isso, Mandu saiu e retornou momentos depois com um comprimido, obrigando-a a ingerir. A vítima acredita que tomou uma pílula do dia seguinte. A mulher, na época ainda adolescente, disse que era virgem e foi ameaçada de morte pelo pastor.
Consta no registro policial que o homem teria livre acesso à residência do parente da vítima, por ser pastor da congregação que ele frequenta. Em um laudo médico, ficou comprovado que ela desenvolveu diversos problemas psicológicos devido ao crime, precisando de acompanhamento para tratamento dos danos emocionais.
Os fatos foram denunciados na Deam (Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher) em fevereiro de 2026, cerca de 7 anos depois do crime. A igreja está disposta a colaborar com as autoridades competentes sobre o caso.
Fonte: Topmidianews
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