Irmão de homem assassinado em barbearia morreu na mesma quadra há 10 anos
Fabrício Filiu Silva, de 30 anos, foi executado a tiros dentro de uma barbearia na Rua Catiguá, em São Paulo, na manhã desta sexta-feira (17). O crime ocorreu em frente a uma escola municipal, gerando pânico entre pais de alunos.
Fabrício Filiu Silva, de 30 anos, foi executado a tiros dentro de uma barbearia na Rua Catiguá, em São Paulo, na manhã desta sexta-feira (17). O crime ocorreu em frente a uma escola municipal, gerando pânico entre pais de alunos. Há dez anos, o irmão de Fabrício, Anderson, foi morto no mesmo local.
Anderson Filiu Silva, de 21 anos, foi alvo de diversos disparos na Rua Catiguá, esquina com a Rua dos Topógrafos, em 25 de outubro de 2015. O irmão tinha passagem por homicídio de um adolescente, ocorrido em 2014, e foi executado por vingança pelo pai do jovem morto.
Na manhã de hoje, suspeitos chegaram à barbearia na Rua Catiguá enquanto Fabrício realizava o corte de cabelo. Eles entraram no local e foram até a vítima, onde efetuaram diversos disparos. Os bombeiros foram acionados, mas, ao chegarem ao local, constataram que ele já estava morto.
O barbeiro relatou que os suspeitos chegaram e pediram para que ele saísse da frente. 'Achei que estavam atirando em mim', disse à reportagem. O assassinato ocorreu em frente a uma escola da rede municipal e ao lado de uma Emei (Escola Municipal de Educação Infantil), o que causou insegurança aos pais.
Amanda Melgarejo, de 24 anos, relatou que a filha fica em tempo integral na unidade escolar do bairro e que estava indo à unidade de saúde quando passou pelo local. 'A gente fica traumatizada. Fiquei bem preocupada, pois aconteceu em frente à escola. Até liguei para o coordenador para saber como estava meu filho, minha pressão subiu, eu fiquei desesperada', relatou a mãe.
Uma estudante, de 24 anos, que não quis se identificar, contou que tem um sobrinho que estuda na escola municipal do bairro. 'Fiquei preocupada, porque foi bem próximo ao horário em que as crianças são liberadas. Muitas voltam sozinhas para casa; se fosse no horário de saída, poderia ter atingido algum aluno', disse.
Equipes do Batalhão de Choque, da Polícia Militar e da Guarda Civil Metropolitana atuam na ocorrência. A área foi isolada por cerca de uma quadra pelas forças de segurança. Conforme apurado pela reportagem, Fabrício tinha passagens por receptação e por porte ou posse ilegal de arma, em 2016, 2017 e 2022.
Fonte: Campograndenews
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