Irmãs Indígenas Transformam Sonho em Realidade com Casa de Pão

Marinalva Conceição Vicente e suas irmãs criaram a Casa de Pão, um empreendimento que surgiu de conversas simples há cerca de cinco anos. O negócio, que começou modestamente, hoje produz pães e bolos vendidos na aldeia e na cidade.

Mar 15, 2026 - 12:30
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Irmãs Indígenas Transformam Sonho em Realidade com Casa de Pão
Irmãs Indígenas Transformam Sonho em Realidade com Casa de Pão

Na Aldeia Cabeceira, em Nioaque, o cheiro de pão quente que sai do forno carrega muito mais que farinha, água e fermento. Carrega um sonho antigo que nasceu no coração de Marinalva Conceição Vicente, de 41 anos, liderança do povo Atikum no Estado e das irmãs.

A ideia nasceu há cerca de 5 anos, em conversas simples entre ela e as irmãs Eliane Conceição Vicente e Ana Lucia Conceição Vicente. Na época, a vida ainda era dividida entre o trabalho pesado da roça e os cuidados com os animais.

Pão de queijo e pão doce das irmãs são os mais procurados na aldeia. Antes de vender pães e bolos, Marinalva ajudava o pai e os irmãos na lavoura, carpindo plantações, limpando pastos com foice e cuidando das vacas e bezerros.

Foi justamente nesse período que o sonho começou a tomar forma. Enquanto a casa dela era construída dentro da aldeia, Marinalva preparava café, pão e bolo para as pessoas que trabalhavam na obra.

Hoje, Marinalva trabalha ao lado das irmãs preparando massas caseiras que são vendidas dentro da aldeia e, mais recentemente, também na cidade. O pequeno negócio se tornou fonte de renda e orgulho.

Ao longo do caminho, elas buscaram capacitação em cursos e seminários do Sebrae-MS, aprendendo novas técnicas e formas de melhorar o trabalho.

Mesmo com a padaria comunitária crescendo, Marinalva continua atuando em várias frentes. É conselheira distrital de saúde indígena, conselheira estadual dos povos originários e uma das representantes do povo Atikum em Mato Grosso do Sul.

Além do trabalho e da representatividade política, ela também participa de eventos culturais, ajudando a manter vivas a dança e as tradições do seu povo.

Fonte: Campograndenews

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