Justiça Suspende Ação e Revoga Prisões na Operação Chiusura
A Justiça do Distrito Federal suspendeu uma ação da Operação Chiusura e revogou prisões preventivas de investigados do núcleo de Mato Grosso do Sul após questionamentos sobre a legalidade de provas extraídas de um celular.
A Justiça do Distrito Federal suspendeu o andamento de uma das ações da Operação Chiusura envolvendo investigados do núcleo de Mato Grosso do Sul e revogou as prisões preventivas dos acusados após questionamentos sobre a legalidade de provas obtidas a partir de um telefone celular.
A decisão foi tomada pelo juiz Ângelo Pinheiro Fernandes de Oliveira, da 4ª Vara de Entorpecentes do Distrito Federal, durante audiência por videoconferência realizada na quinta-feira (7). Segundo a ata da audiência, os depoimentos dos peritos apresentaram elementos suficientes para análise de possível irregularidade na extração de dados do celular de Lucas Caetano, ponto levantado pelas defesas dos investigados.
O magistrado afirmou que a complexidade do caso, o volume de informações e a conexão entre diferentes processos exigem análise mais aprofundada antes da continuidade da ação penal. Com a decisão, foram suspensos o andamento do processo e as audiências já marcadas. O juiz também determinou a soltura dos investigados presos preventivamente, desde que não exista outra ordem de prisão em aberto.
A Operação Chiusura investiga a atuação de quatro grupos suspeitos de tráfico de drogas, organização criminosa e lavagem de dinheiro, com atuação integrada no Distrito Federal, Goiás, Mato Grosso do Sul, Alagoas e Rio Grande do Norte. Entre os investigados ligados ao chamado Núcleo Mato Grosso do Sul estão Ronaldo Cardoso, a advogada Aline Gabriela Brandão e Andressa Almeida Fernandes.
A Polícia Civil aponta Aline Brandão como responsável pela gestão financeira do núcleo, com suposta utilização de empresas para ocultação patrimonial e movimentações ligadas ao tráfico de drogas. Documentos da investigação também associam o Núcleo MS ao nome “Sinaloa”, em referência ao cartel mexicano.
A investigação começou após a prisão em flagrante de Lucas da Silva Caetano Dias e Rafaela Soares Lopes Catulio, em junho de 2023. Segundo a polícia, a quebra de sigilo dos dados telefônicos de Lucas permitiu identificar conversas, transferências bancárias e conexões entre os grupos investigados.
Ao todo, a operação cumpriu 71 mandados de busca e apreensão e 19 mandados de prisão no Distrito Federal e em outros estados. Parte dos investigados já havia obtido substituição da prisão por medidas cautelares, incluindo restrições de deslocamento, proibição de contato com outros investigados e impedimento de movimentação patrimonial sem autorização judicial.
Fonte: Campograndenews
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