Mato Grosso do Sul Inicia Mineração de Bitcoins em Julho com Energia Renovável

A Adecoagro iniciará a mineração de bitcoins em escala industrial em Ivinhema, Mato Grosso do Sul, utilizando energia renovável da cana-de-açúcar.

Jun 2, 2026 - 19:04
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Mato Grosso do Sul Inicia Mineração de Bitcoins em Julho com Energia Renovável
Usina Adecoagro instalada no município de Ivinhema (Foto: Divulgação/Portal MS)

A mineração de bitcoins em escala industrial utilizando energia renovável produzida a partir da cana-de-açúcar deve começar já no próximo mês em Mato Grosso do Sul. A previsão foi confirmada pelo representante da Adecoagro, Mateus Lexugo, durante o evento “Raízes do Futuro: tecnologia e inovação para construir o amanhã”, promovido pelo Governo do Estado em parceria com o Google.

O projeto, fruto de parceria com a Tether, começará com 10 megawatts e 1.280 equipamentos, com capacidade de expansão para 40 megawatts. A empresa, que gera 230 MW de energia renovável, busca validar novas aplicações tecnológicas para seus excedentes energéticos.

Segundo Lexugo, a expectativa é que a operação entre em funcionamento no dia 1º de julho. Inicialmente, o data center utilizará 10 megawatts (MW) de energia e contará com 1.280 equipamentos dedicados à mineração de bitcoin. A estrutura, no entanto, foi planejada para futuras expansões e poderá alcançar consumo de até 40 MW.

O empreendimento é resultado da parceria anunciada entre a Adecoagro e a Tether, uma das maiores empresas globais do setor de criptomoedas. Em julho de 2025, as empresas formalizaram um memorando de entendimento para desenvolver operações de mineração de bitcoin utilizando excedentes de energia renovável produzidos pelas usinas da companhia.

A mineração de bitcoin consiste no processo de validação e registro das transações realizadas na rede da criptomoeda. A atividade exige elevado poder computacional e grande consumo energético. Como recompensa pela realização desses cálculos e pela manutenção da segurança da rede, os operadores recebem novos bitcoins.

Para a Adecoagro, a atividade pode servir como uma alternativa para agregar valor à energia produzida nas usinas, especialmente em momentos de excedente de geração. Lexugo ressaltou ainda que o projeto coloca Mato Grosso do Sul em posição de destaque no cenário nacional de inovação tecnológica associada ao agronegócio e às energias renováveis.

O anúncio amplia as informações antecipadas pelo governador Eduardo Riedel em junho do ano passado, quando revelou que uma empresa ligada ao setor de bitcoin instalaria um data center em Mato Grosso do Sul abastecido por energia limpa produzida localmente. Posteriormente, foi confirmada a parceria entre a Tether e a Adecoagro para viabilizar a iniciativa.

Com a previsão de início das operações em julho, o empreendimento passa agora da fase de planejamento para a etapa prática, uma nova frente de utilização da bioenergia produzida no Estado e inserindo Mato Grosso do Sul em um segmento que combina agronegócio, energia renovável e infraestrutura digital de alta performance.

Fonte: Campograndenews

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