Policial de MS encontra rim compatível após 13 tentativas e recomeça a vida
Investigador da Polícia Civil Anderson Ribeiro dos Santos recebeu um rim compatível após 16 anos de espera e passou por transplante
Após mais de uma década em hemodiálise e sucessivas tentativas sem sucesso, o investigador da Polícia Civil Anderson Ribeiro dos Santos, de Fátima do Sul, finalmente recebeu um rim compatível e passou pelo transplante, marcando o início de uma nova etapa após 16 anos de espera.
Foram anos marcados por uma rotina intensa de tratamento, viagens e incertezas. Diagnosticado em 13 de março de 2009 com nefropatia por IgA, conhecida como doença de Berger, Anderson iniciou em 6 de abril do mesmo ano as sessões de hemodiálise, um processo contínuo que se estendeu por 16 anos e 8 meses.
Ao longo desse período, Anderson passou por diferentes centros de tratamento em Mato Grosso do Sul, São Paulo e Paraná, sempre em busca de um transplante. Foram diversas convocações ao longo dos anos, muitas delas sem sucesso devido à incompatibilidade.
A 13ª tentativa e o momento da virada
A espera terminou após acompanhamento no Hospital do Rocio, em Campo Largo-PR, onde Anderson permaneceu por cerca de dois anos e meio. Após 12 tentativas frustradas, foi na 13ª convocação que veio a notícia esperada.
Quando deu certo, foi como ganhar uma nova vida. Foram muitos anos tentando, vendo outras pessoas conseguirem e eu tendo que recomeçar. É uma sensação que não dá para descrever, relata Anderson.
A convocação aconteceu na madrugada de 13 de outubro do ano passado, exigindo rapidez na mobilização para o deslocamento até o hospital.
Agilidade no deslocamento foi essencial
Para que o transplante fosse possível, o tempo de resposta foi determinante. Ao longo da jornada, Anderson contou com diferentes formas de deslocamento, incluindo apoio aéreo em momentos anteriores, viabilizado pelo Governo do Estado.
Quando o chamado acontece, não tem como esperar. É tudo muito rápido. Sem esse tipo de apoio, muita gente não consegue chegar a tempo, explica.
Ele destaca o trabalho das equipes envolvidas nesse processo.
São verdadeiros anjos. A Casa Militar, os pilotos, as equipes… todos sempre prontos para ajudar. Isso salva vidas, afirma.
Hoje, já transplantado, ele resume o momento com gratidão.
Estou vivendo uma nova vida. Sou muito grato a todos que fizeram parte dessa trajetória, afirma.
A história de Anderson reflete os avanços na área de transplantes em Mato Grosso do Sul, impulsionados pela integração entre saúde e logística e pelo suporte estratégico do Governo do Estado.
Fonte: Douradosnews
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