Chikungunya: Atenção com Anéis e Alianças para Evitar Problemas Graves
Pacientes com sintomas de Chikungunya devem retirar anéis e alianças para evitar riscos de perda de dedos devido ao inchaço nas articulações.
Em meio ao aumento de casos de Chikungunya, é fundamental que os pacientes estejam cientes dos riscos associados ao uso de anéis e alianças. De acordo com a médica infectologista Andyane Tetila, do Hospital Universitário da Universidade Federal da Grande Dourados, o inchaço nas articulações pode ser uma característica comum entre os infectados e pode levar a complicações graves se os anéis ou alianças não forem retirados.
Os sintomas da Chikungunya incluem febre alta, dor nas articulações e juntas, e inchaço. Esses sintomas podem evoluir rapidamente, e se os anéis ou alianças não forem retirados, podem ficar presos nos dedos, causando compressão da vascularização, impedindo a circulação do sangue e levando a necrose ou perda do membro.
A médica explica que nem todos os pacientes apresentarão inchaço, mas é importante retirar os anéis e alianças assim que surgirem os primeiros sintomas suspeitos. Ela também destaca que, se o anel já estiver preso, é possível tentar retirá-lo em casa com água fria, sabão e óleo, mas se não funcionar, é preciso acionar o Corpo de Bombeiros o quanto antes.
Além disso, a médica alerta que não se deve utilizar anti-inflamatórios para tentar reduzir o edema na fase aguda, pois isso pode mascarar os sintomas e atrasar o diagnóstico. O inchaço pode permanecer na fase pós-aguda e seguir com deformidades nas articulações na fase crônica.
De acordo com o boletim de monitoramento mais recente divulgado pela prefeitura, Dourados tem 1.701 casos confirmados e 2.760 em investigação. A taxa de positividade está em 68,6%, o que significa que a maior parte das pessoas que apresentam sintomas provavelmente estão com Chikungunya.
A cidade ainda registrou sete mortes pela doença, todas de moradores da Reserva Indígena. Os casos nas aldeias Jaguapiru e Bororó, que abrangem também o território de Itaporã, têm 1.461 confirmados e 545 em investigação. O cenário em toda a região da Grande Dourados é de epidemia da doença.
Fonte: Douradosnews
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