Crise da chikungunya acelera obras de novos superpoços nas aldeias

A epidemia de chikungunya nas aldeias indígenas de Dourados acelera os planos da Sanesul para ampliar o fornecimento de água nas comunidades da região.

Mai 17, 2026 - 00:59
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Crise da chikungunya acelera obras de novos superpoços nas aldeias
Perfuração de mais poços irá amenizar problema da água, porém não resolver o dilema que passa de um século - Fotos: Saul Schramm/Governo do Estado

A epidemia de chikungunya registrada neste ano nas aldeias indígenas de Dourados parece que irá acelerar os planos da Sanesul para ampliar o fornecimento de água nas comunidades da região. Ao menos é o que a companhia anunciou que pretende lançar uma série de licitações para implantação de novos sistemas de abastecimento nas aldeias Bororó e Jaguapiru, além de áreas indígenas localizadas em Itaporã.

Conforme o diretor-presidente da empresa, Renato Marcílio, a previsão é que as primeiras obras comecem ainda em 2026. O projeto prevê a instalação de estruturas consideradas de grande porte, incluindo superpoços, reservatórios e redes de distribuição capazes de atender toda a população das aldeias.

Segundo Renato, o tamanho da operação foi planejado levando em conta o número de moradores existentes nas comunidades indígenas de Dourados, que somam aproximadamente 25 mil pessoas. A empresa informou que os poços terão profundidade superior aos sistemas convencionais utilizados atualmente pela Sanesul, justamente para garantir maior capacidade de captação e abastecimento contínuo.

Além disso, os reservatórios serão dimensionados para manter o fornecimento mesmo nos períodos em que os poços não estiverem operando. Para acelerar o cronograma, a companhia decidiu dividir os contratos em etapas. As três primeiras licitações devem ser abertas nos próximos 30 dias.

A ampliação da infraestrutura ocorre após os problemas enfrentados durante a epidemia de chikungunya nas aldeias da Grande Dourados. Na época, moradores e lideranças denunciaram interrupções frequentes no abastecimento e a necessidade de armazenar água em recipientes improvisados, cenário que contribuiu para a proliferação do mosquito Aedes aegypti, transmissor da doença.

Fonte: Douradosagora

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