Eduardo Riedel: Do Gestor ao Líder Político, o Próximo Desafio

Eduardo Riedel governa Mato Grosso do Sul com bons índices de aprovação, mas ainda divide o protagonismo político com Reinaldo Azambuja.

Jul 8, 2026 - 19:06
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Eduardo Riedel: Do Gestor ao Líder Político, o Próximo Desafio
Crédito: Foto de Eduardo Riedel

Eduardo Riedel governa Mato Grosso do Sul com bons índices de aprovação, mas ainda divide o protagonismo político com Reinaldo Azambuja, ex-governador que continua articulando alianças e negociações partidárias no estado. Riedel avança na construção de identidade própria, mas ainda não consolidou um grupo político independente.

A eleição de Eduardo Riedel, em 2022, representou um marco na política estadual. Pela primeira vez, um governador conseguiu transferir seu capital político a um sucessor sem trajetória eleitoral própria, rompendo a tradição de alternância que sempre marcou o comando do Estado.

Quatro anos depois, o cenário apresenta uma curiosa inversão. Eduardo Riedel consolidou-se administrativamente. Mantém índices favoráveis de aprovação, conduz um governo de perfil técnico, dialoga com diferentes setores econômicos e, se o ambiente político permanecer semelhante ao atual, tende a disputar a reeleição em posição confortável.

Entretanto, força administrativa não significa, necessariamente, liderança política. Enquanto Reinaldo continua exercendo papel de articulador das alianças, das negociações partidárias e da composição das chapas, Riedel ainda parece dar passos cautelosos na formação de um grupo verdadeiramente seu.

Ao longo do mandato promoveu mudanças no primeiro escalão, ampliou o espaço para auxiliares de sua confiança e começou a imprimir características próprias à administração. São movimentos naturais de quem procura consolidar identidade política sem romper com o projeto que o levou ao governo.

Mas construir um grupo político exige mais do que montar uma equipe de governo. Significa formar lideranças, criar vínculos de fidelidade, projetar candidatos competitivos e produzir uma geração de políticos cuja principal referência seja o governador, e não seu antecessor.

Fonte: Campograndenews

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