Epidemia de Chikungunya Desacelera em Dourados com Redução de 86% nos Casos

A epidemia de Chikungunya em Dourados mostra sinais de desaceleração, com uma redução de 86% nos casos notificados

Jun 10, 2026 - 17:46
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Epidemia de Chikungunya Desacelera em Dourados com Redução de 86% nos Casos
Hospital Universitário concentra o maior número de internações de pacientes com Chikungunya em Dourados - Crédito: Clara Medeiros/Arquivo/Dourados News

A epidemia de Chikungunya em Dourados está desacelerando, de acordo com o Informe Epidemiológico divulgado pelo Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública (COE). No auge da doença, foram contabilizadas 1.208 notificações, enquanto na Semana Epidemiológica 22 foram registradas 171 notificações, uma redução de 86%.

Outro número animador é que o número de internações atingiu o menor volume desde que a epidemia foi confirmada. No auge da doença, os hospitais chegaram a superar a marca de 60 leitos ocupados por pacientes com Chikungunya e nesta quarta-feira (10) são 19 internações, sendo 14 no Hospital Universitário HU-UFGD, 2 no Hospital Cassems, 1 no Hospital Regional e 2 no Hospital Evangélico Mackenzie.

A análise integrada dos indicadores epidemiológicos e assistenciais da Chikungunya no município de Dourados demonstra que, embora o cenário ainda exija manutenção das ações de vigilância e controle, há evidências consistentes de desaceleração da epidemia e redução progressiva do impacto sobre a rede de saúde, indicando transição para fase de descenso epidemiológico.

A curva epidêmica de notificações evidencia que a transmissão apresentou crescimento acelerado entre as Semanas Epidemiológicas 9 e 12, período em que ocorreu a expansão mais intensa da circulação viral no município, culminando no pico epidêmico da semana, com 1.208 notificações. Após esse período, observou-se tendência geral de redução progressiva das notificações, apesar de oscilações pontuais esperadas em epidemias de arboviroses.

A análise comparativa entre população indígena e não indígena demonstra que o território indígena apresentou início mais precoce e comportamento mais explosivo da epidemia, com pico epidêmico antecipado na semana 12, seguido de queda acentuada e sustentada das notificações nas semanas subsequentes. Já no território urbano não indígena, a transmissão ocorreu de forma mais tardia e prolongada, com pico entre as semanas 14 e 15.

Fonte: Douradosnews

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