Farmácias em Campo Grande e Ribas do Rio Pardo estão ligadas a esquema de desvio de R$ 78 milhões
Dois farmacêuticos foram presos na Operação OncoJuris, que investiga desvio de R$ 78 milhões da Saúde para compra de medicamentos superfaturados
Um esquema de desvios de recursos da Saúde para a compra de medicamentos de alto custo que movimentou R$ 78 milhões está ligado a farmácias em Campo Grande e Ribas do Rio Pardo. Dois farmacêuticos donos de estabelecimentos nestas cidades foram presos na Operação OncoJuris.
Reginaldo Pereira dos Santos e Luiz Henrique Marino integram um grupo que também inclui dois advogados e um ex-servidor da Secretaria de Estado de Saúde, todos investigados por organização criminosa, falsidade documental, lavagem de dinheiro e desvio de recursos públicos.
A operação prendeu cinco pessoas e apreendeu documentos e provas em endereços no Mato Grosso do Sul, São Paulo e Minas Gerais. O esquema teria movimentado milhões com irregularidades na compra de medicamentos de alto custo, principalmente para tratamento de câncer.
Os cinco são investigados pelos crimes de organização criminosa, falsidade documental, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e irregularidades na área da saúde. A reportagem consultou a defesa de Luiz Henrique e aguarda retorno. O espaço segue aberto para manifestações dos demais citados.
A Farmácia Vitória, no Ouro Verde, estava fechada na noite de sexta-feira. Reginaldo Pereira dos Santos é dono da Drogaria Vitória e da Medic Import, ambas localizadas no mesmo endereço. A Medic Import se apresenta como importadora de medicamentos auxiliando pacientes em todo o Brasil.
Luiz Henrique Marino, de 50 anos, é dono da Multidrogas em Ribas do Rio Pardo. Ele foi candidato a vereador em 2024 e obteve 381 votos, mas não foi eleito. Também foi preso o ex-servidor Guilherme de Oliveira Neto, que ocupava cargo de direção e assessoramento na SES.
Fonte: Campograndenews
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