Investigação aponta que só 3,7% de cascalhamento pago era executado
A Operação Buraco Sem Fim, conduzida pelo Gecoc, aponta que a Prefeitura de Campo Grande pode ter pago por volumes de obra muito superiores aos executados em contratos de manutenção viária com a Construtora Rial.
A Operação Buraco Sem Fim, conduzida pelo Gecoc, aponta que a Prefeitura de Campo Grande pode ter pago por volumes de obra muito superiores aos executados em contratos de manutenção viária com a Construtora Rial. Em um contrato de 2022, foram medidos 4.860 m³ de cascalhamento, mas relatórios indicam apenas 180 m³ executados, equivalente a 3,7% do valor pago.
Segundo a investigação, em contrato assinado em julho de 2022, uma medição indicou a execução de 4.860 metros cúbicos de cascalhamento, mas relatórios diários, semanais e de transporte indicariam aplicação entre 156 m³ e 180 m³ no mesmo período.
A investigação também aponta que houve aumento considerado injustificado nas DMTs (Distâncias Médias de Transporte), índice usado em obras públicas para calcular quanto será pago pelo transporte de materiais como cascalho, terra e massa asfáltica até os locais de execução dos serviços.
O esquema teria garantido à Construtora Rial contratos e aditivos que somam o montante astronômico de R$ 113.702.491,02, valores estes que não encontram lastro na precária realidade das obras executadas.
A Prefeitura de Campo Grande diz que ainda aguarda acesso ao processo, que corre em segredo de justiça. O principal objetivo é não prejudicar o andamento dos serviços prestados à população.
Fonte: Campograndenews
Qual é a sua reação?













