Justiça trava bens de frigorífico após sequência de ações de pecuaristas

A BMG Foods, braço brasileiro do frigorífico paraguaio Concepción, acumula ao menos 13 ações judiciais em Mato Grosso do Sul por suposta falta de pagamento a produtores rurais

Mai 15, 2026 - 08:50
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Justiça trava bens de frigorífico após sequência de ações de pecuaristas
Um dos abatedouros do frigorífico BMG Foods Importação e Exportação Ltda. em Mato Grosso do Sul (Foto: Reprodução)

A BMG Foods, braço brasileiro do frigorífico paraguaio Concepción, acumula ao menos 13 ações judiciais em Mato Grosso do Sul por suposta falta de pagamento a produtores rurais que venderam gado para abate entre março e abril deste ano. Juízes apontam risco de insolvência e esvaziamento patrimonial. O grupo enfrenta dívida de US$ 800 milhões e fechou unidades em Nioaque e no Paraná.

Documentos aos quais o Campo Grande News teve acesso mostram ações cobrando valores de R$ 281 mil, R$ 256 mil, R$ 132 mil, R$ 109 mil, R$ 93 mil e R$ 89 mil, todos ligados à venda de gado para abate realizada entre março e abril deste ano. Somente os processos analisados pela reportagem ultrapassam R$ 960 mil em cobranças judiciais.

Os casos estão espalhados entre sete Varas Cíveis de Campo Grande. Em diferentes decisões, os juízes autorizaram medidas de bloqueio de valores via SISBAJUD (Sistema de Busca de Ativos do Poder Judiciário) por considerarem presentes indícios de inadimplência e risco ao resultado útil dos processos.

Em uma das decisões, o juiz Fábio Henrique Calazans Ramos, da 13ª Vara Cível, apontou “indícios de reorganização e possível paralisação de atividades”, além de mencionar notícias sobre encerramento de unidades da empresa no Estado.

Já a juíza Mariel Cavalin dos Santos, da 16ª Vara Cível, afirmou haver “indícios de esvaziamento patrimonial e encerramento abrupto das atividades operacionais da requerida na região”.

Outra decisão, assinada pelo juiz Flavio Saad Peron, da 15ª Vara Cível, menciona reportagens sobre “demissão em massa, calote e fechamento” envolvendo a BMG Foods em Mato Grosso do Sul, Paraná e Mato Grosso, além de destacar risco de “dilapidação patrimonial” e “insolvência”.

Fonte: Campograndenews

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