Justiça ouve núcleo de 'lideranças' do jogo do bicho ligado ao clã Razuk

A 4ª Vara Criminal de Campo Grande realiza a primeira audiência de instrução da 4ª fase da Operação Successione, que investiga exploração do jogo do bicho, lavagem de dinheiro e corrupção em Mato Grosso do Sul.

Mai 9, 2026 - 18:24
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Justiça ouve núcleo de 'lideranças' do jogo do bicho ligado ao clã Razuk
Réus da Operação Successione durante oitiva no Fórum da Capital (Foto: Gabi Cenciarelli)

A 4ª Vara Criminal de Campo Grande realiza nesta sexta-feira a primeira audiência de instrução da 4ª fase da Operação Successione, investigação do Gaeco sobre exploração do jogo do bicho, lavagem de dinheiro e corrupção em Mato Grosso do Sul.

Participam presencialmente da audiência o advogado Rhiad Abdulahad, Jonathan Gimenez Grance, primo do narcotraficante Jarvis Pavão, e Marco Aurélio Horta, ex-chefe de gabinete do deputado estadual Neno Razuk.

A audiência acontece no auditório Desembargador Assis Pereira da Rosa, no Fórum de Campo Grande, a portas fechadas, apenas com a presença de réus apontados como integrantes do esquema investigado pelo Ministério Público Estadual.

Outros investigados, testemunhas e envolvidos acompanham os depoimentos por videoconferência. O acesso à audiência é restrito e a imprensa permanece do lado de fora do local. Não há previsão para encerramento dos trabalhos.

A audiência marca o início da fase de instrução criminal da ação penal aberta após a 4ª etapa da Operação Successione, deflagrada em novembro do ano passado pelo Gaeco.

Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, o grupo investigado seria responsável pela exploração ilegal do jogo do bicho em Mato Grosso do Sul, além de atuar em supostos esquemas de lavagem de capitais e corrupção ativa.

Em decisão anterior, o juiz José Henrique Kaster Franco manteve as prisões preventivas de integrantes apontados como o “núcleo duro” da organização.

O advogado Rhiad Abdulahad também teve a prisão mantida. Conforme a investigação, ele integraria o núcleo financeiro da organização e seria responsável pela circulação de ativos ligados ao esquema.

Já parte dos denunciados teve a prisão substituída por medidas cautelares, como monitoramento eletrônico, comparecimento periódico em juízo e recolhimento noturno.

As defesas contestam a denúncia e alegam nulidades na obtenção de provas digitais, além de afirmarem que conversas utilizadas na investigação foram interpretadas fora de contexto.

O deputado Neno Razuk responde por acusação de lavagem de capitais no processo. Ao analisar o caso, o juiz afirmou que o crime atribuído ao parlamentar não possui relação com o exercício do mandato, afastando discussão sobre foro especial.

Fonte: Campograndenews

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