Mercosul destina R$ 15,7 milhões para levar água potável a 19 aldeias indígenas de MS
O governo do Mercosul destinou R$ 15,7 milhões para levar água potável às 19 aldeias indígenas de Mato Grosso do Sul, beneficiando cerca de 1.831 indígenas.
As comunidades indígenas de Mato Grosso do Sul vão receber um investimento de R$ 15,7 milhões para ampliar o acesso à água potável. Os recursos são provenientes do Fundo para a Convergência Estrutural do Mercosul (Focem) e serão destinados à implantação de sistemas de abastecimento em 19 aldeias distribuídas por sete municípios do Estado.
O projeto foi elaborado pelo Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e aprovado pelo Conselho do Mercado Comum do Mercosul no último dia 30 de junho. A previsão é que as obras tenham início a partir de agosto deste ano.
Em Mato Grosso do Sul, serão beneficiadas aldeias localizadas em Dourados, Amambai, Sete Quedas, Antônio João, Caarapó, Douradina e Juti. Ao todo, a iniciativa deve atender cerca de 1.831 indígenas, garantindo acesso regular à água tratada e melhores condições de saúde e qualidade de vida.
O projeto integra a iniciativa Saneamento Básico e Abrigos Emergenciais na Área de Fronteira com o Mercosul – Indígena Cidadão, Fronteira Cidadã, que prevê investimento total de aproximadamente US$ 18,65 milhões, o equivalente a cerca de R$ 96,4 milhões. Desse montante, US$ 12,75 milhões serão financiados pelo Focem, enquanto o restante corresponde à contrapartida do governo federal.
Além da implantação de sistemas de abastecimento de água em 70 aldeias indígenas, o programa contempla a construção de 533 abrigos emergenciais destinados a famílias em situação de vulnerabilidade social, sanitária, climática ou estrutural.
Em âmbito nacional, a iniciativa deverá beneficiar 68.951 indígenas em 31 municípios distribuídos pelos estados de Mato Grosso do Sul, Paraná, Rondônia, Acre, Amazonas, Mato Grosso e Rio Grande do Sul.
O ministro dos Povos Indígenas, Eloy Terena destacou que o projeto foi um dos primeiros encaminhados pela pasta ao Focem, ainda em 2023, e comemorou a aprovação. Segundo ele, os recursos internacionais serão aplicados diretamente nas comunidades indígenas, em parceria com a Fundação Nacional dos Povos Indígenas, ampliando o acesso a serviços essenciais e fortalecendo as políticas públicas voltadas aos povos originários.
Fonte: Douradosagora
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