Perder Fôlego ao Subir Escada: Um Sinal de Insuficiência Cardíaca

A Sociedade Brasileira de Cardiologia alerta sobre a insuficiência cardíaca, doença que afeta 1,7 milhão de brasileiros, e pode ser confundida com falta de condicionamento físico

Jul 9, 2026 - 14:40
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Perder o fôlego ao subir uma escada pode não ser apenas falta de condicionamento físico. De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), essa pode ser uma indicação de insuficiência cardíaca, doença que já afeta cerca de 1,7 milhão de brasileiros. Os principais sintomas incluem dificuldade respiratória durante esforço, fadiga muscular e retenção de líquidos, que podem ser confundidos com os efeitos do sedentarismo ou do envelhecimento.

De acordo com o cardiologista Marcus Simões, membro da SBC, é importante consultar um especialista se esses sintomas persistirem. A insuficiência cardíaca é mais frequente em idosos e mulheres, e pode se desenvolver a partir de outras doenças cardíacas, como sequela de um infarto, ou por doenças crônico-degenerativas, como diabetes e hipertensão.

O diagnóstico é feito principalmente a partir do exame clínico do médico, confirmado por exames simples. Além disso, a insuficiência cardíaca pode ser controlada com remédios, e a reabilitação física é essencial para o controle da doença. A Sociedade Brasileira de Cardiologia lançará uma nova diretriz brasileira para o tratamento da insuficiência cardíaca em outubro, que reunirá as evidências científicas mais atuais para orientar a prática clínica dos médicos do país.

A insuficiência cardíaca pode ser a primeira manifestação de diversas doenças graves, e o paciente pode ter múltiplas internações hospitalares devido à descompensação e risco de mortalidade. Portanto, é fundamental consultar um especialista se os sintomas persistirem, e seguir o tratamento recomendado para controlar a doença.

A reabilitação física é uma medida essencial para o controle da doença, pois ajuda a aliviar os sintomas, tratar a insuficiência cardíaca e permitir que o paciente faça exercícios graduados e progressivos para reassumir sua qualidade de vida. Além disso, a Sociedade Brasileira de Cardiologia alerta que cerca de 1/4 dos casos de descompensação ocorrem devido à interrupção do tratamento, e que a piora do quadro também pode ser causada por infecções, arritmias, hipertensão, infarto e miocardite.

Fonte: Douradosnews

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