PGR mantém negociação de delação de Daniel Vorcaro após PF abandonar tratativas
A Procuradoria-Geral da República decidiu continuar as negociações para um possível acordo de delação premiada com o banqueiro Daniel Vorcaro, mesmo após a Polícia Federal deixar a mesa de tratativas.
A Procuradoria-Geral da República decidiu continuar as negociações para um possível acordo de delação premiada com o banqueiro Daniel Vorcaro, mesmo após a Polícia Federal deixar a mesa de tratativas por considerar a proposta inicial fraca e sem novidades relevantes para as investigações.
Segundo informações ligadas ao caso, a proposta apresentada pela defesa do dono do Banco Master foi considerada incompleta pela PGR, que identificou diversas lacunas nos relatos. Apesar disso, o órgão abriu espaço para que os advogados apresentem novos elementos e complementem as informações oferecidas na colaboração.
Com a saída da Polícia Federal das negociações, as conversas passam a ocorrer diretamente entre a defesa de Vorcaro e a equipe do procurador-geral da República, Paulo Gonet. Pela legislação, um acordo de colaboração pode ser firmado apenas com a PGR, sem participação da PF.
O banqueiro está preso desde março por determinação do ministro André Mendonça, relator do caso no Supremo Tribunal Federal. A defesa apresentou a proposta de delação no início deste mês, após cerca de 45 dias de preparação.
Integrantes da PGR avaliam que o encerramento precoce das tratativas pela PF poderia transmitir sinal negativo sobre a condução das negociações. Ainda assim, investigadores enxergam alguns pontos considerados relevantes nos relatos apresentados pelo banqueiro, que podem contribuir para o andamento das apurações.
Já a Polícia Federal entendeu que a proposta não trouxe informações inéditas além do material já obtido por meio da apreensão do celular de Vorcaro, motivo pelo qual decidiu não prosseguir nas discussões sobre o acordo.
Outro personagem central nas negociações é o ministro André Mendonça, que já teria alertado os advogados do banqueiro de que não homologará eventual delação caso existam omissões ou informações incompletas no acordo.
Diante desse cenário, o advogado José Luís Oliveira Lima informou que poderá recorrer ao colegiado do STF caso a homologação seja negada individualmente pelo relator, buscando validar a delação diretamente na Turma da Corte.
Fonte: Douradosagora
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