Piloto e pesquisadora alemã são as vítimas de queda de avião
Duas pessoas morreram na queda de um avião de pequeno porte em Campo Grande, no Mato Grosso do Sul. O piloto Henrique Martins e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff eram as vítimas do acidente.
Foram identificadas as duas vítimas fatais da queda de um avião de pequeno porte registrada na manhã desta sexta-feira (3), nas proximidades do Aeroporto Santa Maria, em Campo Grande. Morreram no acidente o piloto Henrique Martins e a pesquisadora alemã Lydia Theresia Möcklinghoff, de 45 anos.
A aeronave decolou por volta das 6h20 com destino a Aquidauana, mas caiu poucos minutos depois em uma área de mata localizada ao lado da pista, nas proximidades do Condomínio Atlântico. Os ocupantes morreram no local.
Henrique Martins era piloto havia menos de dez anos e, segundo informações apuradas, trabalhava havia cerca de um mês na empresa Amapil. Antes disso, atuava como instrutor em uma escola de aviação.
Nas redes sociais, Henrique compartilhava registros de voos realizados pelo Mato Grosso do Sul, incluindo imagens do Pantanal, além de momentos ao lado da esposa e da filha.
Amigo do piloto, Clauss Ferracini Mendonça lamentou a perda e destacou a dedicação de Henrique à profissão.
Natural da Alemanha, Lydia Theresia Möcklinghoff era mestre em Zoologia pela Universidade de Würzburg e cursava doutorado em seu país de origem. Ela integrava o Grupo de Pesquisa em Ecologia Tropical do Museu Zoológico Alexander Koenig, em Bonn, além da unidade de pesquisa CO.BRA (Computational Bioacoustics Research Unit).
Especialista em ecologia tropical, comportamento animal e monitoramento da biodiversidade, Lydia desenvolvia pesquisas sobre tamanduás no Pantanal. Ela havia chegado a Campo Grande na quinta-feira (2), após viajar do Rio de Janeiro, e seguiria para a região pantaneira na manhã desta sexta-feira.
Conforme consulta ao Registro Aeronáutico Brasileiro (RAB), da Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), o avião, de matrícula PT-WYQ, é um modelo Neiva EMB-810D, fabricado em 1983.
A aeronave possuía Certificado de Verificação de Aeronavegabilidade (CVA) válido até junho de 2027 e estava autorizada para operações sob regras de voo por instrumentos (IFR), inclusive no período noturno. O registro também indica que não havia qualquer restrição financeira ou jurídica sobre o avião.
Fonte: Douradosagora
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