Protestos na Bolívia travam transferência de chefão do PCC para Campo Grande
A transferência do traficante Gerson Palermo, apontado como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), para o Brasil enfrenta obstáculos causados pelos protestos e bloqueios registrados na Bolívia.
A transferência do traficante Gerson Palermo, apontado como uma das lideranças do Primeiro Comando da Capital (PCC), para o Brasil enfrenta obstáculos causados pelos protestos e bloqueios registrados na Bolívia. Preso nesta terça-feira (26), o criminoso deveria ser trazido ainda nesta semana para a penitenciária federal de Campo Grande, mas a instabilidade no país vizinho tem dificultado a operação.
Segundo informações divulgadas pela CNN Brasil, manifestações e entraves logísticos têm impactado diretamente o deslocamento das forças de segurança responsáveis pela remoção do traficante.
Foragido desde 2020, Gerson Palermo desapareceu após receber benefício de prisão domiciliar com monitoramento eletrônico. Desde então, era considerado um dos alvos prioritários das forças de segurança brasileiras.
A operação envolve atuação conjunta entre autoridades bolivianas e a Polícia Federal, que presta suporte de inteligência e acompanha o processo de extradição. Como a prisão ocorreu fora do Brasil, a captura formal ficou sob responsabilidade das autoridades da Bolívia.
Além da atuação no tráfico internacional, Palermo também é investigado em um caso que apura suposta facilitação de sua fuga. O inquérito foi encaminhado ao Superior Tribunal de Justiça (STJ) e menciona suspeitas envolvendo o desembargador Divoncir Maran, de Mato Grosso do Sul.
O magistrado é citado em investigações por suposta corrupção passiva, lavagem de dinheiro e organização criminosa.
Fonte: Douradosagora
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