Servidores presos pelo Gaeco perdem cargos comissionados
Dois servidores públicos foram exonerados após operação que apura esquema de venda de livros e irregularidades na saúde
O governo de Mato Grosso do Sul exonerou dois servidores públicos após operação do Gaeco que cumpriu 16 mandados de prisão e apura movimentação suspeita de R$ 27 milhões. Felipe Paroschi Jafar foi exonerado da Agesul, onde recebia R$ 11.324, e Ed Carlo Burgatt foi afastado da coordenadoria de Saúde, onde chegou a receber R$ 44 mil.
As investigações apontam desvios em contratos de livros e irregularidades na regulação de vagas hospitalares. A operação também avançou sobre a área da saúde pública, com servidores ligados à regulação de vagas teriam usado influência sobre exames, cirurgias, consultas e leitos hospitalares para pressionar ou beneficiar municípios envolvidos no esquema.
Além de Felipe e Ed Carlo, também foram presos o ex-prefeito de Fátima do Sul, Eronivaldo da Silva Vasconcelos Júnior, e outros suspeitos. A operação resultou na apreensão de R$ 69.795 em espécie e 907 dólares.
A medida de exoneração foi publicada no Diário Oficial do Estado e foi assinada pelo secretário estadual de Governo e Gestão Estratégica, Rodrigo Perez Ramos. O governo informou que todos os funcionários efetivos vão ser alvo de auditoria interna, que pode resultar em demissão.
Fonte: Campograndenews
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