Tia de bebê morto em tiroteio diz que irmã nada tem a ver com briga em bar

Uma criança de 2 anos morreu e um adolescente de 16 anos ficou gravemente ferido após um ataque a tiros em frente a uma conveniência no Jardim Noroeste, em Campo Grande, na madrugada de domingo.

Mai 18, 2026 - 09:44
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Tia de bebê morto em tiroteio diz que irmã nada tem a ver com briga em bar
Ponto de ônibus onde mulher atingida estava com a criança (Foto: Juliano Almeida)

A família da mulher baleada durante o ataque que matou o filho de 2 anos, na madrugada deste domingo (17), no Jardim Noroeste, em Campo Grande, afirma que ela não participava da confusão ocorrida na conveniência momentos antes do crime e apenas passava pelo local com os filhos quando os tiros começaram.

Em mensagem enviada à reportagem, a irmã da vítima relatou que a mulher estava na praça com os filhos e seguiria para a própria residência pouco antes do atentado. “Eles estavam na praça com as crianças e, quando estavam seguindo para casa, pararam para comprar algo. Logo em seguida aconteceu tudo”, afirmou.

Segundo a familiar, a mulher tem 41 anos, é dona de casa e mãe de três filhos. O adolescente de 16 anos baleado durante o ataque também é filho dela e segue internado em estado grave, com um projétil alojado na cabeça.

O atentado aconteceu por volta de 0h30, em frente a uma conveniência na Rua Indianápolis. O menino de 2 anos foi atingido na cabeça. Ele chegou a ser socorrido e levado para a UPA (Unidade de Pronto Atendimento) do Bairro Tiradentes, mas morreu pouco depois. A mãe foi baleada no tórax.

Conforme a investigação da Polícia Civil, o ataque aconteceu após uma briga dentro da conveniência Prime 2. A confusão envolveu Mayke Joulson dos Anjos Campos e Thayanne de Souza Lima com frequentadores do local.

Depois da discussão, o casal deixou a conveniência em uma Fiat Toro vermelha. Pouco tempo depois, segundo o auto de prisão em flagrante, Adriel Dias dos Santos e Gislaine Maria de Souza passaram três vezes em frente ao comércio usando o mesmo veículo, monitorando quem permanecia na frente do estabelecimento.

Na sequência, Mayke e Thayanne retornaram em uma motocicleta Honda Bros vermelha. Mayke estava na garupa e começou a atirar em direção às pessoas que estavam no local.

A Polícia Civil afirma que Thayanne confessou participação no crime e admitiu que sabia que Mayke retornaria ao local para se vingar das pessoas envolvidas na briga. Ela também confirmou que pilotava a motocicleta usada no ataque.

A investigação aponta ainda que Adriel e Gislaine deram apoio logístico para a execução e fuga do grupo. A motocicleta usada no atentado foi encontrada escondida na casa do casal.

Os quatro suspeitos foram presos em flagrante por homicídio qualificado, tentativa de homicídio e associação criminosa. A Polícia Civil pediu a conversão das prisões em preventivas e também autorização para acessar os celulares apreendidos durante a investigação.

Fonte: Campograndenews

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