Trancista é vítima de injúria racial e denuncia cliente por ameaça de morte
Uma jovem de 19 anos foi vítima de injúria racial e ameaças após um desentendimento com um cliente em Campo Grande. Ela procurou a polícia e denunciou o homem por ameaças, difamação e injúria racial.
Uma discussão envolvendo a realização de tranças terminou em denúncia por ameaças, difamação e injúria racial em Campo Grande. Uma jovem de 19 anos procurou a 1ª Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam) após afirmar que passou a ser intimidada e alvo de ofensas racistas nas redes sociais depois de um desentendimento com um cliente.
De acordo com o boletim de ocorrência, a vítima trabalha fazendo tranças no cabelo e atende clientes mediante agendamento. Há um mês, ela foi procurada por um homem de 24 anos que solicitou atendimento.
Segundo relato da jovem, o cliente insistia para que o serviço fosse realizado na residência dela. A vítima informou que não realizava atendimentos domiciliares durante a semana e, por isso, foi marcado um horário para um domingo, por volta das 19h.
No entanto, o homem não compareceu na data marcada, apesar de já ter realizado o pagamento antecipado de R$ 75. Posteriormente, em outra tentativa de agendamento, ele alegou que havia sofrido um acidente de motocicleta. A jovem afirmou à polícia que, pouco tempo depois, o indivíduo publicou fotos em redes sociais aparentemente em situações de lazer, o que a fez acreditar que a justificativa não seria verdadeira.
Após três semanas, o homem voltou a procurar a vítima, solicitando novo atendimento. A jovem informou que seria necessário o pagamento de uma taxa adicional de R$ 15, devido às faltas anteriores e aos materiais já adquiridos para o serviço.
Conforme o registro policial, o suspeito se recusou a pagar o valor e, em seguida, passou a enviar mensagens insistentes perguntando se a jovem estava em casa. A vítima relatou que recebeu mensagens afirmando que o homem iria até sua residência para buscar o dinheiro pago anteriormente e que ele dizia saber onde ela mora e os locais que costuma frequentar.
Com medo, a jovem informou que chegou a devolver o valor solicitado por meio de transferência via Pix para uma conta indicada por uma pessoa que seria sobrinho do suspeito.
Mesmo assim, segundo a vítima, o homem teria feito uma publicação em rede social afirmando que iria a Campo Grande para desmascará-la, acusando-a de ter se apropriado indevidamente do dinheiro. Após a postagem, amigos do suspeito passaram a fazer comentários ofensivos, incluindo ofensas de cunho racista.
A jovem relatou ainda que tentou contato com o suspeito para questionar as ameaças recebidas, mas ele negou envolvimento e afirmou possuir conflitos com outra pessoa.
A reportagem tentou contato com o jovem denunciado, sem sucesso. O espaço fica aberto para posicionamento.
O cliente envolvido na polêmica com a trancista afirma que não fez ameaças e que ainda não recebeu o estorno do valor pago pelo serviço, após uma sequência de desencontros para realização do atendimento.
Segundo o homem, o agendamento das tranças foi feito mediante pagamento antecipado via Pix para garantir o horário. Por motivos não explicados com detalhes, houve o cancelamento do primeiro atendimento, segundo ele, por parte dela. Com o reagendamento, na segunda vez que marcaram mediante encaixe, o cliente afirma ter sofrido uma queda de moto e sido levado à Santa Casa, motivo pelo qual avisou que não poderia comparecer.
Após os desencontros, na vez em que pagou o adicional de R$ 15, mais um cancelamento ocorreu: desta vez seria por parte dela. Ele relata que tentou confirmar o atendimento um dia antes e no próprio dia marcado, mas não recebeu resposta.
Na segunda-feira, ele pediu seu dinheiro de volta e ela não respondeu. Pensei que tinha caído em um golpe, relatou. Por causa da situação, ele decidiu fazer uma publicação em um grupo do Facebook alertando sobre a experiência, mas afirma que posteriormente apagou o post após um primo, que conhece a trancista, entrar em contato pedindo para encerrar a situação.
Outro ponto destacado pelo cliente é que ele chegou a confirmar o horário com antecedência porque o deslocamento até o endereço informado teria custo de cerca de R$ 40 por aplicativo, só de ida, para evitar uma viagem perdida.
Sobre as ameaças citadas pela trancista, ele afirma que não foi o responsável. Segundo o cliente, alguém teria se passado por ele, entrando em contato com a profissional e solicitando um Pix em outra conta. Não sou eu. Nunca falei com ela de outro número e sempre fui educado. Inclusive mandei minha chave Pix pedindo o estorno, afirmou.
Fonte: Topmidianews
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