Veterinária Nega Intenção de Matar Marido e Diz que Pretendia 'Arrancar a Verdade' Sobre Traição
Uma veterinária de 42 anos foi presa por tentativa de homicídio após o marido sofrer queimaduras graves durante uma discussão em Campo Grande.
A médica veterinária Lidiane, de 42 anos, presa por tentativa de homicídio após o marido sofrer queimaduras graves durante uma discussão em Campo Grande, afirmou à Polícia Civil que pretendia apenas pressionar o companheiro a confessar uma suposta traição e negou ter tido a intenção de matá-lo.
O caso ganhou novos desdobramentos após o depoimento da suspeita ser anexado à investigação. Conforme informações divulgadas, Lidiane declarou aos investigadores que acreditava estar diante da única forma de fazer o marido contar a verdade sobre um suposto relacionamento extraconjugal.
Segundo o relato da veterinária, a discussão começou ainda durante a madrugada de segunda-feira e teria sido motivada por desconfianças relacionadas ao período em que o marido passou a trabalhar em Brasília desde 2024. À polícia, ela contou que o casal passou a noite discutindo e que, pela manhã, quando o marido organizava os pertences para retornar à Capital Federal, pegou um recipiente com álcool na cozinha.
A intenção, segundo afirmou, era atear fogo apenas na mochila com os objetos pessoais dele para impedir a viagem. Lidiane relatou que parte do líquido pode ter atingido a camiseta usada pelo companheiro. Em seguida, ela o acompanhou até a garagem carregando um isqueiro e um maço de cigarros. A suspeita alegou que pretendia apenas assustá-lo.
Apesar da redução no percentual estimado, o homem permanece internado em estado grave, entubado e sob cuidados intensivos na UTI. Durante o interrogatório, Lidiane afirmou estar arrependida e declarou que não pretendia causar ferimentos ao marido. Ela também confirmou que realiza tratamento psiquiátrico há anos e que estava sem utilizar a medicação prescrita havia cerca de 15 a 20 dias.
A investigação apontou ainda que a veterinária possui diagnóstico de depressão, transtorno de ansiedade generalizada e síndrome do pânico, conforme relato da filha à Polícia Civil. Mesmo diante da versão apresentada pela suspeita, a Polícia Civil entendeu que os elementos reunidos até o momento indicam tentativa de homicídio qualificado pelo emprego de fogo.
Fonte: Douradosnews
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