Advogada de investidores denuncia coação e intimidação por parte de representantes de fintech acusada de calote
Advogada que representa investidores que acusam o Grupo ICA de calote em Dourados protocolou notícia-crime na Polícia Civil, alegando coação e intimidação por parte de representantes da empresa.
A advogada Tayla Campos Weschenfelder, que atua em 11 ações judiciais em defesa de investidores que acusam o Grupo ICA de calote em Dourados, protocolou uma notícia-crime na 1ª Delegacia de Polícia Civil de Dourados. Ela pede abertura de investigação após receber o que considera ataques diretos, difamações e intimidações que teriam sido promovidas por representantes da empresa.
Segundo consta no documento, é discutido o inadimplemento de obrigações financeiras assumidas perante investidores. A acusação é de que a fintech teria oferecido a clientes investimentos sob a promessa de uma operação de baixo risco, com rentabilidade fixa mensal de mais de 2% e devolução integral do valor aplicado ao final de 12 meses.
No entanto, investidores alegam que não teriam conseguido resgatar o valor integral ou que pararam de receber rendimentos em meados de abril. A advogada relata que em algumas de suas demandas à justiça, foram deferidas medidas de urgência destinadas à preservação patrimonial e à garantia do resultado útil dos processos.
Após a judicialização dos casos, a advogada descreve que passou a receber relatos e mensagens indicando a adoção de condutas voltadas a desacreditar sua atuação profissional e a interferir diretamente na relação mantida com clientes que possuem processos em andamento. Entre os conteúdos, ela detalha abordagens a clientes que teriam recebido mensagens por aplicativo dizendo que a advogada estava passando o terror, que não deveriam cair nessa ou até que se prosseguisse ficaria sete anos sem receber o dinheiro.
A advogada pede abertura de investigação para apurar se houve crime contra honra, como difamação e/ou injúria, em razão de afirmações de que estaria mentindo, exagerando, promovendo terror ou realizando ilações para captar clientes. Além disso, solicita que a expressão na hora certa ela será acionada seja apurada levando em consideração as demais circunstâncias, para verificar se foi usada para o anúncio de um mal injusto e grave, que é elemento central do crime de ameaça ou como meio de intimidação.
Fonte: Douradosnews
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