Defesa de Estudante de Medicina Pediu Desclassificação de Crime de Homicídio Doloso
A defesa do estudante de Medicina argumentou que o caso foi um acidente de trânsito e pediu a desclassificação do crime de homicídio doloso para culposo.
Antes que o caso vá a júri popular, no TJMS (Tribunal de Justiça de Mato Grosso do Sul), a defesa do estudante de Medicina João Vitor Fonseca Vilela tenta afastar a tese de que ele assumiu o risco de matar a corredora Danielle Correa de Oliveira atropelada, no dia 15 de fevereiro do ano passado.
Durante sustentação oral na 2ª Câmara Criminal na tarde desta terça-feira (28), o advogado José Roberto Rodrigues da Rosa classificou o caso como “acidente de trânsito” e pediu a desclassificação do crime para modalidade culposa, sem intenção de matar.
O representante do acadêmico argumentou que não há elementos suficientes para sustentar que ele agiu arriscando propositalmente provocar a morte da vítima, o que levaria o caso para o Tribunal do Júri. Segundo o advogado, a sentença de pronúncia se baseou essencialmente no fato do cliente ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir, o que, por si só, não caracterizaria o chamado dolo eventual.
O advogado destacou ainda que não há prova pericial sobre excesso de velocidade nem depoimentos que confirmem tal cenário no momento do atropelamento. Para a defesa, o conjunto probatório aponta para culpa consciente, quando a pessoa prevê o risco, mas acredita que o resultado não ocorrerá, e não para dolo eventual, em que o risco é assumido.
O caso – João Vitor Fonseca Vilela responde pelo atropelamento ocorrido em 15 de fevereiro do ano passado, MS-010, saída para Rochedinho, em Campo Grande. A vítima praticava corrida na rodovia, por volta das 6h. Outra pessoa foi atingida e sobreviveu.
O estudante admitiu ter ingerido bebida alcoólica antes de dirigir, mas negou que estivesse bêbado. Ele afirma que morava há pouco tempo na Capital e se distraiu com GPS do carro.
Após a sustentação oral, o relator do processo, juiz Alexandre Corrêa Leite, decidiu adiar o julgamento para a próxima sessão, a fim de analisar com mais profundidade pontos levantados durante a defesa.
Fonte: Campograndenews
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