Dourados Adotará Modelo de Policiamento Inspirado nos EUA e Canadá nas Aldeias Indígenas

Um projeto de Policiamento Restaurativo será implementado nas aldeias de Dourados, baseado em padrões norte-americanos e canadenses adaptados para as comunidades indígenas brasileiras. O objetivo é promover uma abordagem mais sensível às necessidades e culturas dessas comunidades.

Mar 4, 2026 - 11:00
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Dourados Adotará Modelo de Policiamento Inspirado nos EUA e Canadá nas Aldeias Indígenas
Dourados Adotará Modelo de Policiamento Inspirado nos EUA e Canadá nas Aldeias Indígenas

Um projeto piloto de Policiamento Restaurativo está prestes a ser lançado nas aldeias Bororó e Jaguapiru, em Dourados. Esse projeto visa implementar uma abordagem de policiamento mais sensível às necessidades e culturas das comunidades indígenas, inspirado em modelos utilizados nos Estados Unidos e Canadá.

Para implementar esse projeto, policiais e agentes de segurança que atuam nas aldeias passaram por uma capacitação especializada. Essa formação foi baseada em padrões norte-americanos e canadenses, adaptados para o contexto específico dos povos originários brasileiros.

O Policiamento Restaurativo é uma estratégia que valoriza o diálogo, a escuta qualificada e o respeito às especificidades culturais e à história ancestral dos indígenas. Isso significa que os agentes de segurança precisam entender e respeitar as diferenças culturais e as necessidades específicas de cada comunidade.

Segundo a subtenente da Polícia Militar, Lusmária da Silva Oliveira, existem diferenças significativas entre o atendimento dentro e fora do território indígena. A principal delas é a questão cultural, pois é necessário falar a linguagem dos povos originários para compreender como eles precisam ser atendidos.

Lusmária destaca que, para atender uma mulher vítima de violência doméstica, por exemplo, é necessário falar com o líder da comunidade, que então falará com o marido da vítima. Esse approach demonstra a importância de respeitar a organização social e cultural das comunidades indígenas.

A capacitação recebida pelos agentes de segurança foi fundamental para entender melhor como aplicar o Policiamento Restaurativo na prática. Lusmária afirma que, embora já fizesse uma abordagem semelhante, não tinha o conhecimento teórico necessário para fundamentar suas ações.

O titular da 1ª Delegacia de Polícia Civil, José Carlos Almussa Júnior, considera essa iniciativa um divisor de águas para o atendimento às comunidades indígenas em Dourados. Ele acredita que, após a capacitação, as equipes estarão melhor preparadas para oferecer um atendimento mais adequado às necessidades dessas comunidades.

Além das aldeias Bororó e Jaguapiru, o projeto piloto também será implementado em outras aldeias em Campo Grande e Aquidauana. A expectativa é que essa abordagem possa ser replicada em outras regiões, contribuindo para uma maior sensibilidade e respeito às culturas indígenas no Brasil.

A capacitação foi promovida pela Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Mato Grosso do Sul, em parceria com a Justiça Federal, a Secretaria de Estado da Cidadania e a Faculdade Insted, com recursos do Fundo Estadual de Segurança Pública.

O objetivo é que a segurança pública dialogue com a realidade indígena, atuando na prevenção de conflitos e violências dentro das aldeias. Com isso, espera-se promover uma maior harmonia e respeito entre as comunidades indígenas e as forças de segurança.

Fonte: Douradosnews

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