Dourados decreta nível máximo de crise sanitária devido ao avanço da chikungunya
A cidade de Dourados, no Mato Grosso do Sul, decreta nível máximo de crise sanitária devido ao avanço da chikungunya, com mais de 6.186 casos prováveis da doença e ocupação de leitos de 110%.
O avanço acelerado da chikungunya levou o prefeito de Dourados, Marçal Filho, a decretar o nível mais grave de crise sanitária. Por meio do Decreto nº 638, publicado nesta segunda-feira (20), o município declarou situação de calamidade em saúde pública diante do colapso da rede de atendimento.
A medida ocorre após uma sequência de atos emergenciais. Em 20 de março, já havia sido reconhecida situação de emergência na saúde (Decreto nº 587), seguida pela decretação de emergência em Defesa Civil no dia 27 de março (Decreto nº 608). Agora, com o agravamento do cenário, o município eleva o status para o nível máximo previsto.
A decisão segue recomendações do Centro de Operações de Emergências em Saúde Pública, responsável por coordenar as ações contra a epidemia, que começou na Reserva Indígena e avançou para a área urbana.
Dados técnicos apontam um cenário crítico. O município já soma mais de 6.186 casos prováveis da doença, com taxa de positividade de 64,9%, indicando alta circulação do vírus.
A pressão sobre a rede de saúde também atingiu níveis extremos: a ocupação de leitos chegou a cerca de 110%, ultrapassando a capacidade instalada e comprometendo o atendimento, inclusive de casos graves.
Além da chikungunya, o aumento de casos de Síndrome Respiratória Aguda Grave (SRAG) intensifica ainda mais a demanda, agravando a sobrecarga do sistema público.
Com a decretação de calamidade, válida por 90 dias, a gestão municipal passa a ter autorização para adotar medidas emergenciais mais rigorosas. Entre elas estão contratações diretas, requisição de bens e serviços, além de ações mais incisivas de controle sanitário e combate ao mosquito.
A Secretaria Municipal de Saúde ficará responsável por coordenar todas as estratégias, que incluem reforço na assistência, vigilância epidemiológica, regulação de leitos e intensificação das ações de combate ao vetor.
A situação foi classificada como de alto risco devido ao aumento expressivo de casos, internações acima da capacidade, registro de mortes e expansão da transmissão para toda a cidade, exigindo resposta imediata e integrada das autoridades de saúde.
Equipes da Secretaria de Serviços Urbanos e do CCZ têm retornado a regiões que receberam atenção de limpeza e encontrado muito lixo. No Jóquei Clube e no Santa Felicidade que receberam ação mês passado já estão com lixões em diferentes pontos. São pneus, restos de entulhos e de mobílias que facilmente são potenciais para criação de mosquitos e de animais peçonhentos.
Fonte: Douradosagora
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