Duplo Assassinato em Caarapó: Disputa e Versões Contraditórias
Um duplo homicídio em Caarapó expõe uma disputa entre conhecidos e versões contraditórias. O crime ocorreu após um desentendimento em frente a uma conveniência.
O duplo assassinato que chocou a cidade de Caarapó na madrugada de domingo expõe uma trágica disputa entre conhecidos e revela versões contraditórias que complicam as investigações. As vítimas, o advogado Cássio de Souza, de 40 anos, e o servidor público municipal Hugo Centurião Enciso, de 49, foram mortas a tiros após um desentendimento em frente a uma conveniência localizada na região central da cidade.
De acordo com as investigações, o crime teve início após uma discussão banal que evoluiu rapidamente para agressões físicas, envolvendo pessoas que mantinham uma relação próxima há muitos anos. Um dos envolvidos buscou abrigo em uma residência no Bairro Capitão Vigário, mas as vítimas foram até o imóvel para cobrar explicações, quando uma nova confusão se formou.
Durante esse segundo confronto, disparos de arma de fogo atingiram Cássio e Hugo, que morreram ainda no local, antes da chegada do socorro. Câmeras de segurança anexadas ao inquérito mostram trechos da briga inicial, o momento dos tiros e a fuga dos envolvidos em dois veículos distintos.
Poucas horas após o crime, dois suspeitos — Antônio Marques da Silva, de 55 anos, e Alex Santos da Silva, de 34 — foram presos quando se deslocavam entre cidades da região. A arma utilizada no assassinato foi encontrada escondida no interior do carro em que eles estavam. Durante os interrogatórios, pai e ex-genro apresentaram versões opostas sobre quem efetuou os disparos.
Um atribui a autoria ao outro, enquanto ambos negam ser proprietários do revólver apreendido. O embate de narrativas também se estendeu a outros depoimentos, incluindo o de um frentista que afirmou ter atendido um terceiro envolvido logo após os homicídios. Segundo ele, o homem demonstrava forte abalo emocional e teria feito declarações espontâneas que sugeriam arrependimento e confissão.
O delegado responsável pelo caso informou que um dos investigados, considerado foragido, deve se apresentar à polícia para prestar esclarecimentos. Contra ele, já há decreto de prisão preventiva expedido pela Justiça. As investigações continuam para esclarecer a dinâmica dos fatos e definir, com base nas provas técnicas e testemunhais, a responsabilidade de cada envolvido.
A comunidade de Caarapó está chocada com o duplo assassinato e aguarda ansiosamente o desfecho das investigações. A polícia trabalha arduamente para esclarecer os fatos e garantir que a justiça seja feita.
Fonte: Ligadonanoticia
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