Golpistas se passam por defensores públicos para aplicar golpes em assistidos

Criminosos estão usando nomes e imagens de defensores públicos federais para enganar vítimas e obter pagamentos indevidos

Abr 27, 2026 - 23:33
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Golpistas se passam por defensores públicos para aplicar golpes em assistidos
Criminosos induzem vítimas a realizar pagamentos indevidos - Crédito: Divulgação

Uma mensagem no WhatsApp chega com uma foto conhecida: a do defensor público responsável por um processo que tramita há meses na Justiça. O texto, por sua vez, traz a aguardada notícia de que a ação judicial foi julgada procedente. Um alvará em PDF, com assinatura de um juiz, indica a liberação de R$ 27,4 mil para depósito na conta da assistida. Tudo parecia estar correto, mas alguns detalhes revelaram a fraude: logomarcas incorretas e a exigência de pagamento de um boleto para “liberar” o valor.

Desconfiado, o neto da assistida procura o defensor, que confirma: é golpe. Ainda não havia decisão judicial neste processo. É assim que criminosos estão agindo para se passar por defensores públicos federais e enganar assistidos que tiveram casos ajuizados pela Defensoria Pública da União (DPU).

A abordagem por contatos telefônicos ou mensagens costuma explorar a expectativa por boas notícias, mas inclui pedidos indevidos, como envio de dados bancários ou pagamento de taxas. A DPU reforça que os seus serviços são totalmente gratuitos. As pessoas assistidas pela instituição são isentas do pagamento de qualquer valor em todas as fases do processo.

Um dos casos mais recentes registrados pela Defensoria ocorreu em Aracaju. O nome de um defensor público federal que atua na capital sergipana foi utilizado de forma criminosa para enganar uma assistida que possui uma ação junto ao Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). A ação é verdadeira, mas todas as informações prestadas pelo fraudador eram falsas.

Para evitar golpes, a DPU recomenda que as vítimas entrem em contato com a instituição por meios de contato já convencionais, verifiquem a veracidade das informações e não realizem pagamentos por boleto, PIX, depósitos ou cartão de crédito como suposta condição para receber precatórios.

Fonte: Douradosnews

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