Operação Apreende Uma Tonelada de Emagrecedores Ilegais nos Correios
Uma operação conjunta entre a Vigilância Sanitária e a Secretaria Estadual de Saúde apreendeu cerca de uma tonelada de medicamentos emagrecedores ilegais nos Correios de Campo Grande.
Uma operação conjunta entre a Vigilância Sanitária e a Secretaria Estadual de Saúde (SES) apreendeu cerca de uma tonelada de medicamentos emagrecedores ilegais no centro logístico dos Correios de Campo Grande, ao longo dos últimos 75 dias. As cargas, na maioria de origem paraguaia, foram interceptadas em diversos envios.
A operação, batizada de 'Visa-Protege', monitorou encomendas suspeitas no Centro de Distribuição e Triagem nos últimos dois meses e meio. Segundo a fiscalização, os produtos não possuem registro na Anvisa (Agência Nacional de Vigilância Sanitária) e eram enviados escondidos em objetos como cabeças de bonecas, potes de creme e ursos de pelúcia para despistar o raio-x.
A posição geográfica de Mato Grosso do Sul fez com que o estado se tornasse uma das principais rotas de entrada ilegal de canetas emagrecedoras no Brasil. Segundo especialistas, os criminosos passaram a contrabandear esses medicamentos usando as estradas historicamente exploradas pelo tráfico de cocaína e maconha.
Os medicamentos apreendidos incluem substâncias como TG, Lipoless, Tirzec e Retatrutida. Além da ausência de autorização sanitária, os produtos eram transportados sem controle de temperatura, o que compromete a eficácia e segurança, já que muitos exigem refrigeração.
O gerente de Apoio aos Municípios da Vigilância Sanitária, Matheus Pirolo, ressaltou que a falta de rastreabilidade é o maior perigo ao consumidor. 'O principal objetivo não é combater a tecnologia em si, que é ótima, mas sim o uso irracional dessa tecnologia. Estamos falando de produtos sem controle sanitário, sem registro, sem rastreabilidade, transportados fora das condições adequadas e sem qualquer acompanhamento médico', afirmou Pirolo.
Todo o material está sob custódia da Secretaria Estadual de Saúde e será incinerado pela Polícia Civil, seguindo o mesmo processo utilizado para drogas ilícitas. Estabelecimentos como clínicas de estética e farmácias que comercializarem esses produtos estão sujeitos a interdição cautelar por até 90 dias, apreensão de estoques e, no âmbito criminal, os responsáveis podem responder por contrabando, crime contra o consumidor e exercício irregular da profissão.
Fonte: Douradosnews
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