Operação Fluxo Oculto: Receita Federal mira fintechs e combustíveis adulterados em esquema bilionário

A Receita Federal deflagrou a Operação Fluxo Oculto, que investiga uma suposta organização criminosa por atuar em fraudes fiscais, lavagem de dinheiro e adulteração de combustíveis

Mai 28, 2026 - 09:53
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Operação Fluxo Oculto: Receita Federal mira fintechs e combustíveis adulterados em esquema bilionário
Equipe da Receita Federal em local alvo de investigação (Foto: Divulgação)

A Receita Federal deflagrou nesta quinta-feira (28) a Operação Fluxo Oculto, nova etapa das investigações relacionadas à Operação Carbono Oculto, mirando uma suposta organização criminosa investigada por atuar em fraudes fiscais, lavagem de dinheiro, adulteração de combustíveis e movimentações financeiras bilionárias por meio de fintechs.

Em Mato Grosso do Sul, um dos mandados de busca e apreensão foi cumprido em Iguatemi. Ao todo, a ofensiva mobiliza 59 mandados em cinco estados — São Paulo, Paraná, Mato Grosso do Sul, Minas Gerais e Rio de Janeiro.

A ação reúne Receita Federal, Ministério Público de São Paulo, Gaeco, Secretaria da Fazenda paulista, Agência Nacional do Petróleo (ANP), Procuradoria-Geral do Estado e forças policiais estaduais.

O foco principal desta fase recai sobre seis fintechs apontadas como peças centrais do esquema. Segundo a Receita, essas empresas teriam operado como uma espécie de sistema bancário paralelo utilizado para ocultar dinheiro, realizar compensações internas entre postos e distribuidoras, efetuar pagamentos e movimentar recursos dos operadores investigados.

As fintechs movimentaram juntas mais de R$ 26 bilhões entre 2022 e 2025. Uma delas, sozinha, recebeu mais de R$ 1 bilhão em depósitos em espécie, movimentação considerada incompatível com operações comuns de instituições financeiras.

A investigação também apura a adulteração de combustíveis com uso irregular de nafta petroquímica, produto normalmente utilizado pela indústria química. Conforme a Receita, empresas de fachada simulavam compras industriais para aproveitar benefícios tributários e depois desviavam o material para mistura em combustíveis automotivos.

O prejuízo estimado aos cofres públicos apenas com essa frente da investigação chega a R$ 200 milhões em tributos supostamente sonegados em dois anos.

Fonte: Douradosagora

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