Operação 'Pombo Sem Asas' desmantela esquema de tráfico de drogas em presídio de MS

Foram cumpridos 35 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão em MS e mais três estados. Uma facção criminosa atuava no tráfico de drogas e contava com a colaboração de um servidor público.

Mar 11, 2026 - 12:06
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Operação 'Pombo Sem Asas' desmantela esquema de tráfico de drogas em presídio de MS
Operação 'Pombo Sem Asas' desmantela esquema de tráfico de drogas em presídio de MS

Foi realizada nesta quarta-feira (11) a Operação ‘Pombo sem Asas’, contra uma facção criminosa que atua no tráfico de drogas. Um servidor público foi cooptado pela quadrilha.

A investigação começou depois do compartilhamento de provas obtidas em apuração anterior que levou à exclusão de um policial militar pela prática de corrupção, quando as muralhas do presídio eram vigiadas por policiais militares.

Foram cumpridos 35 mandados de prisão preventiva e 24 de busca e apreensão domiciliar, na cidade de Campo Grande e nos estados de São Paulo, Mato Grosso e Rio Grande do Norte.

Segundo o Gaeco/MPMS (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado do Ministério Público do Estado de Mato Grosso do Sul), foi identificado esquema estruturado para garantir a entrada de entorpecentes e aparelhos celulares no complexo penitenciário de Campo Grande mediante o pagamento de propina.

O servidor, então responsável pela vigilância externa através das torres do presídio da Capital, recebia vantagens financeiras indevidas de internos e familiares, todos integrantes de facção criminosa, para permitir o arremesso de pacotes contendo drogas e celulares por cima dos muros da unidade.

Detentos coordenavam a logística externa dos arremessos de objetos ilícitos, executados por membros da organização criminosa que estavam em liberdade. O grupo também utilizava contas bancárias próprias e de terceiros para movimentar dinheiro do tráfico e realizar o pagamento de subornos.

Além disso, os criminosos articulavam a distribuição de drogas para outros estados.

A investigação contou com o apoio da Corregedoria-Geral da PMMS (Polícia Militar de MS) e da Gerência de Inteligência Penitenciária da Agepen (Agência Estadual de Administração do Sistema Penitenciário).

O Gaeco teve o apoio operacional da Polícia Militar, por meio de equipes do Batalhão de Choque, do Batalhão de Operações Especiais e das Forças Táticas do 1º Batalhão de Polícia Militar e da 5ª Companhia Independente de Polícia Militar no cumprimento dos mandados.

O nome da operação, 'Pombo Sem Asas', faz alusão ao termo utilizado pelos próprios criminosos para nominar os pacotes contendo drogas e celulares lançados para o interior do presídio, e à ação do Estado em interromper esse fluxo.

Fonte: Midiamax

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