Pesquisa realizada em MS reduz tumor em 99% e pode revolucionar quimioterapia

Uma pesquisa desenvolvida na Universidade Federal de Mato Grosso do Sul alcançou resultados expressivos em testes experimentais, com redução do crescimento de tumores em até 99,6%, utilizando nanotecnologia para direcionar medicamentos diretamente às células cancerígenas.

Mar 5, 2026 - 17:39
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Pesquisa realizada em MS reduz tumor em 99% e pode revolucionar quimioterapia
Pesquisa realizada em MS reduz tumor em 99% e pode revolucionar quimioterapia

Uma pesquisa desenvolvida em Mato Grosso do Sul pode representar um avanço significativo no tratamento do câncer ao propor uma forma de tornar a quimioterapia mais eficaz e menos agressiva ao organismo.

O estudo, conduzido na UFMS (Universidade Federal de Mato Grosso do Sul), alcançou resultados expressivos em testes experimentais, com redução do crescimento de tumores em até 99,6%, utilizando nanotecnologia para direcionar medicamentos diretamente às células cancerígenas.

A tecnologia utiliza nanopartículas produzidas a partir de sílica, estruturas milhares de vezes mais finas que um fio de cabelo, que funcionam como “veículos” para conduzir os medicamentos diretamente até as células cancerígenas.

Com essa estratégia, é possível preservar a atividade anticâncer dos fármacos mesmo em concentrações menores, reduzindo o impacto sobre células saudáveis.

Nos testes laboratoriais, as nanopartículas demonstraram alta capacidade de impedir a multiplicação das células tumorais, além de maior seletividade, ou seja, atuaram de forma mais intensa sobre células cancerígenas do que sobre células saudáveis.

Em etapa posterior, os pesquisadores avaliaram o desempenho da tecnologia em testes experimentais voltados à análise do crescimento e do peso dos tumores.

As nanopartículas contendo citarabina e doxorrubicina apresentaram os melhores resultados.

A combinação permitiu redução do crescimento tumoral de até 99,6% e diminuição superior a 90% no peso dos tumores analisados.

O estudo também incorporou o uso de ácido fólico como mecanismo de direcionamento.

Muitas células cancerígenas apresentam grande quantidade de receptores dessa substância em sua superfície, o que facilita a condução preferencial do medicamento até o tumor.

O projeto, que já possui pedidos de patentes, demonstra potencial para aplicação no Sistema Único de Saúde e transferência tecnológica para o setor produtivo.

Fonte: Campograndenews

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