PF expõe contraste entre institutos após investigação sobre R$ 9 milhões aplicados no Banco Master

A Polícia Federal investiga aplicações milionárias de institutos previdenciários municipais no Banco Master, revelando diferenças no nível de transparência entre os órgãos investigados.

Mai 27, 2026 - 17:25
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PF expõe contraste entre institutos após investigação sobre R$ 9 milhões aplicados no Banco Master
Entrada principal da Iprefsul, o instituto previdenciário de Fátima do Sul (Foto: Reprodução)

A operação da Polícia Federal que investiga aplicações milionárias de institutos previdenciários municipais no Banco Master revelou não apenas suspeitas sobre investimentos de alto risco, mas também diferenças no nível de transparência entre os órgãos investigados.

Em Angélica e Fátima do Sul, autarquias responsáveis pela previdência de servidores municipais se tornaram alvo das operações Zehirut e Charitzut, deflagradas nesta quarta-feira (27).

Ao todo, a investigação apura a aplicação de R$ 9 milhões em letras financeiras do Banco Master — sendo R$ 2 milhões investidos pelo Instituto de Previdência dos Servidores Públicos Municipais de Angélica (IPA) e R$ 7 milhões pelo Instituto de Previdência dos Servidores Municipais de Fátima do Sul (IPREFSUL).

Durante a operação, a PF apreendeu 13 celulares, seis computadores, quatro HDs, quatro pendrives e documentos relacionados às aplicações financeiras.

Em Angélica, a prefeitura e o instituto reagiram rapidamente. Em nota oficial, o município informou que o investimento foi integralmente resgatado em novembro de 2025, antes do agravamento da situação envolvendo o Banco Master.

Relatórios públicos do IPA também mostram maior transparência sobre a carteira de investimentos. Em novembro de 2024, o instituto informava possuir R$ 2,08 milhões aplicados no banco, valor que chegou a R$ 2,27 milhões em agosto de 2025, equivalente a 4,8% dos ativos financeiros administrados.

Já em Fátima do Sul, o cenário é diferente. O portal de transparência do IPREFSUL apresenta dificuldade de acesso às informações e os dados públicos localizados permanecem desatualizados, com registros mais recentes encontrados ainda referentes a 2023 — antes da aplicação dos R$ 7 milhões agora investigados.

Fonte: Douradosagora

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