PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação ao Supremo

Procuradoria-Geral da República pede condenação do ex-deputado Eduardo Bolsonaro por coação no curso do processo

Mai 12, 2026 - 14:31
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PGR pede condenação de Eduardo Bolsonaro por coação ao Supremo
Pedido faz parte das alegações finais enviadas ao STF - Crédito: LULA MARQUES/ AGÊNCIA BRASIL

A Procuradoria-Geral da República (PGR) pediu ao Supremo Tribunal Federal (STF) a condenação do ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL-SP) pelo crime de coação no curso do processo. O pedido faz parte das alegações finais enviadas ao Supremo pelo procurador-geral da República, Paulo Gonet.

Em novembro do ano passado, o STF aceitou denúncia da PGR no inquérito que apurou a atuação do ex-parlamentar junto ao governo dos Estados Unidos para promover o tarifaço contra as exportações brasileiras, a suspensão de vistos de ministros do governo federal e de ministros da Corte.

Nas alegações, Gonet disse que Eduardo apresentou condutas criminosas ao realizar postagens nas redes sociais e conceder entrevistas à imprensa com objetivo de ameaçar a obtenção de sanções estrangeiras contra ministros da Corte e o país para 'livrar' Jair Bolsonaro da condenação no processo da trama golpista.

A acusação da PGR também ressaltou que as ameaças do ex-deputado foram concretizadas e trouxeram prejuízos para o Brasil. 'A estratégia criminosa culminou em prejuízos concretos a diversos setores produtivos onerados pelas sobretarifas norte-americanas, alcançando, em última instância, trabalhadores vinculados a essas cadeias econômicas, completamente alheios aos processos penais atacados', completou Gonet.

Desde o ano passado, Eduardo está nos Estados Unidos. Ele perdeu o mandato de parlamentar por faltar às sessões da Câmara dos Deputados. Durante a tramitação do processo, Eduardo Bolsonaro não constituiu advogado e foi defendido pela Defensoria Pública da União (DPU). O órgão alegou que as declarações do ex-deputado estão acobertadas pela imunidade parlamentar.

A PGR argumentou que as ações de Eduardo Bolsonaro foram direcionadas a influenciar o julgamento do processo e, portanto, não estão protegidas pela imunidade parlamentar. Agora, o STF deve analisar as alegações finais e decidir se condena ou absolvi o ex-deputado.

Fonte: Douradosnews

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