Revoada Cultural Ocupa o Centro de Campo Grande com Arte e Música

A primeira edição da Revoada Cultural transformou a Rua Maracaju em um corredor de música, dança, teatro, feira e encontros, com mais de 40 artistas se apresentando em diferentes expressões artísticas.

Jun 1, 2026 - 09:28
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Revoada Cultural Ocupa o Centro de Campo Grande com Arte e Música
Público em frente ao palco montado na Rua Maracaju. (Foto: Clayton Neves )

A arte ocupou o Centro de Campo Grande neste sábado com a primeira edição da Revoada Cultural, evento que transformou a Rua Maracaju, no cruzamento com a 14 de Julho, em um corredor de música, dança, teatro, feira e encontros.

Em meio às apresentações no palco montado no Centro, o público também encontrou barracas de gastronomia, artesanato, brechó e economia criativa, em uma ocupação que devolveu movimento, cultura e diversidade para a região.

Criada para reunir diferentes expressões culturais em um mesmo espaço, a Revoada Cultural nasceu da proposta de democratizar o acesso à arte e levar programação gratuita à população.

A ideia foi justamente transformar as ruas em espaços de convivência e aproximar artistas locais do público, além de incentivar o uso do Centro como espaço de lazer.

De acordo com o organizador Carlos Porto, a primeira edição reúne 24 horas de atividades culturais ininterruptas.

A programação começou às 13h deste sábado e segue até a meia-noite de domingo, com atrações que vão do teatro à dança, passando por rock, rap, sertanejo e manifestações populares.

Mais de 40 artistas se apresentaram em diferentes expressões artísticas.

Segundo Carlos, cerca de 90% das atrações são formadas por artistas de Mato Grosso do Sul.

Para ele, além do entretenimento, o evento também movimenta a economia criativa da cidade.

Gera emprego, renda, lazer, entretenimento e, acima de tudo, conhecimento através da arte e da cultura.

Conforme ele, o projeto surgiu inspirado na ideia de devolver vida às ruas centrais da Capital por meio da cultura, incentivando o encontro entre diferentes públicos e fortalecendo artistas independentes.

Nesta edição, mais de 40 atrações gratuitas passaram pelos palcos espalhados pela região central.

No meio do público, quem participou aprovou a mistura de estilos, tribos e gerações.

A estudante Rafaeli Fonseca, de 20 anos, contou que já acompanhava os coletivos culturais pelas redes sociais e comemorou a chegada do evento.

Luane Fagundes Pereira, de 24 anos, comentou que conheceu a Revoada por causa da Batalha Delas, coletivo de batalhas de rima femininas que participou da programação.

Entre os nomes da cena urbana presentes no evento estava o MC Raniel, conhecido nas batalhas como Manucity.

Ele destacou que espaços como a Revoada ajudam a fortalecer o hip-hop e abrir portas para novos artistas.

No local também foi montada feira de arte criativa.

Raniel também celebrou a presença da Batalha Delas dentro da programação.

Para ele, a ocupação cultural ajuda a mostrar uma Campo Grande além do sertanejo.

Ao longo da noite, o cruzamento da Maracaju com a 14 de Julho virou ponto de encontro de skatistas, artistas, coletivos culturais, famílias e jovens que circularam pelas apresentações, rodas de conversa, batalhas de rima e feiras criativas.

No palco, letras sobre resistência, desigualdade social e periferia dividiram espaço com música regional, performances e manifestações culturais diversas.

O sucesso da estreia já fez a organização pensar na próxima edição.

Segundo Carlos Porto, a expectativa é realizar uma nova Revoada Cultural em 2027.

Fonte: Campograndenews

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