Rombo do Master em Fátima do Sul começou por consultoria de investigado na CPMI do INSS

O município pode perder R$ 7 milhões investidos em 'títulos podres' do banco de Daniel Vorcaro. A CPMI do INSS tenta ouvir o empresário e advogado Cecílio Galvão, dono da Crédito e Mercado, empresa de consultoria que orientou o Instituto de Previdência de Fátima do Sul na aplicação do dinheiro.

Mar 14, 2026 - 11:38
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Rombo do Master em Fátima do Sul começou por consultoria de investigado na CPMI do INSS
Rombo do Master em Fátima do Sul começou por consultoria de investigado na CPMI do INSS

A CPMI do INSS tenta ouvir o empresário e advogado Cecílio Galvão, dono da Crédito e Mercado, empresa de consultoria que orientou o Instituto de Previdência de Fátima do Sul na aplicação de R$ 7 milhões em títulos podres do Banco Master.

O investimento foi feito em Letras Financeiras, sem garantia do FGC (Fundo Garantidor de Créditos), colocando em risco 12% do patrimônio total dos aposentados e pensionistas da Cidade Favo de Mel.

Cecílio Galvão é procurado pela comissão que investiga fraudes aos beneficiários do INSS desde fevereiro, mas, após total ausência de manifestação, o presidente da CPMI, senador Carlos Viana (Podemos-MG), deliberou a condução coercitiva do investigado.

No domingo, 1º de março, o empresário comunicou ao Senado a recusa em prestar depoimentos aos integrantes da comissão, sob argumentos de sigilo profissional, em razão da atividade advocatícia, além de cobrar acesso aos documentos, requerer a dispensa do depoimento e ainda a anulação da condução coercitiva.

A presidência da CPMI indeferiu todos os pedidos, exceto o de acesso aos documentos ligados ao convocado.

A presidente do Iprefsul (Instituto de Previdência Social dos Servidores Municipais de Fátima do Sul), Claudete Rodrigues dos Santos, afirmou que a iniciativa para aplicar o dinheiro dos aposentados e pensionistas do município ocorreu em junho de 2024, quando consultores da Crédito e Mercado, contratados há mais de 10 anos para orientar os investimentos da autarquia, ‘venderam’ as vantagens do negócio.

Ela reconheceu que os riscos da operação foram apresentados, havendo consciência sobre as fragilidades dos investimentos milionários.

Claudete não soube apontar quais estratégias devem garantir a segurança do investimento milionário, nem mesmo como o rombo nas contas dos aposentados e pensionistas da previdência pública de Fátima do Sul será recomposto.

A gestora da previdência municipal da Cidade Favo de Mel ainda quer convencer de que o rombo milionário não deve afetar as contas, apontando que este é um problema a ser resolvido no longo prazo.

Nesta semana, o Iprefsul deve se reunir com o Poder Executivo para discutir como a situação será resolvida.

O prefeito Wagner Roberto Ponsiano (PSDB) não quis comentar a situação, limitando-se apenas a atribuir a responsabilidade ao instituto de previdência, que, apesar de autônomo administrativa e financeiramente, é ligado diretamente à gestão municipal.

Fonte: Midiamax

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