Um Terço das Crianças em Mato Grosso do Sul Sofrem com Excesso de Peso

Dados recentes do Sistema de Vigilância Alimentar e Nutricional indicam que 33% das crianças de 0 a 9 anos em Mato Grosso do Sul têm excesso de peso.

Jun 5, 2026 - 09:01
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Um Terço das Crianças em Mato Grosso do Sul Sofrem com Excesso de Peso
Criança segura massa que está comendo; alimentação infantil é responsabilidade da família (Foto: Banco de imagens gratuitas/Pixabay)

De acordo com os dados mais recentes disponíveis sobre o sobrepeso infantil, 33 a cada 100 crianças de 0 a 9 anos em Mato Grosso do Sul que são acompanhadas na rede pública de saúde possuem excesso de peso. Esse dado se refere às crianças que atendem aos critérios de sobrepeso, obesidade ou obesidade grave, e é igual ao índice nacional.

Considerando outro recorte, que inclui pessoas de 0 a 19 anos, os números também são os mesmos. O levantamento de 2025 é parcial, mas em relação aos últimos 11 anos, o índice se manteve estável, exceto pelo crescimento no primeiro ano de pandemia da covid-19.

A Secretaria Estadual de Saúde (SES) dá atenção prioritária ao sobrepeso no Programa Saúde na Escola (PSE), promovendo alimentação saudável e incentivo à atividade física. Além disso, a SES atua por meio da Câmara Intersetorial de Segurança Alimentar e Nutricional (Caisan), estabelecendo metas voltadas à promoção da alimentação adequada e saudável e ao fortalecimento da segurança alimentar e nutricional.

O gerente de Alimentação e Nutrição da SES, Anderson Holsbach, destaca que os casos demandam atenção da família. “Ela tem papel fundamental nesse processo. Ao levar regularmente a criança à unidade de saúde, é possível monitorar seu crescimento e desenvolvimento e identificar precocemente qualquer alteração no estado nutricional. Quanto mais cedo ocorre essa identificação, maiores são as possibilidades de promover mudanças que favoreçam a saúde da criança”, explica.

Além disso, Holsbach ressalta que “vivemos em um ambiente que muitas vezes dificulta escolhas saudáveis. Temos o aumento do acesso aos alimentos ultraprocessados, o encarecimento dos alimentos in natura e minimamente processados, além de comportamentos cada vez mais sedentários. São fatores que compõem o chamado ambiente obesogênico, que favorece o desenvolvimento da obesidade”.

Fonte: Campograndenews

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